Eurico Miranda contesta versão de Juninho sobre minuto de silêncio: 'Ele é um mentiroso e muito mais'

Quarta-feira, 10/06/2015 - 22:11
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Um dos maiores ídolos da história do Vasco, Juninho Pernambucano, não tem uma boa relação com o atual presidente do clube, Eurico Miranda. Os dois conviveram como dirigente e atleta durante os anos 90 e o ex-apoiador deixou o clube, em litígio, cobrando dívidas da equipe carioca. Recentemente, o agora comentarista da Rede Globo afirmou que o mandatário do Cruzmaltino teria proibido o tradicional "um minuto de silêncio", antes do clássico contra o Flamengo, na semifinal do Carioca, que seria realizado em homenagem ao seu pai, Antônio Augusto Ribeiro Reis, falecido em abril. O dirigente respondeu ao ex-atleta, nesta quarta-feira, afirmando que Juninho teria pedido ao clube rival para realizar a cerimônia.

"Ele é um mentiroso e muito mais. Não é verdade. Por que ele foi pedir ao Flamengo e não foi ao pedir ao Vasco? Se tivesse pedido não teria problema. Não por ser o Juninho", afirmou.

Eurico Miranda voltou a relembrar o passado do jogador no clube da Colina. Revelado pelo Sport, o atleta chegou a São Januário em 1995 e atuou até 2001. Depois, o jogador ainda teve mais duas passagens de 2011 a 2012 e depois em 2013.

"Quem trouxe o Juninho paro Vasco fui eu e ele veio ao Vasco como contrapeso. Foram dois jogadores, o Leonardo e veio o Juninho. O Vasco devolveu o Leonardo e ficou com o Juninho. Ele fez uma carreira no Vasco, que formou grandes times. Jogou ao lado do Romário", disse para depois alfinetar o atleta devido a sua saída conturbada.

"Surgiu essa Lei Pelé. Qual foi o primeiro jogador a entrar na Justiça pra ir jogar no exterior sem o Vasco receber nada? Juninho. Fazendo uma alegação falsa. Provamos isso. O Vasco ingressou uma ação na Fifa e a justiça condenou. O Juninho teve que pagar ao Vasco US$ 2 milhões, mas eles ganharam muito mais", criticou.

Por fim, o presidente contestou a afirmação que o pai do atleta teria sido sócio do clube carioca. "O Juninho diz que o pai era sócio desde 1950. Com 25 anos no quadro social, o sujeito vira sócio remido e nunca vi o nome dele na lista. Outra coisa, Juninho também disse que o pai ia para São Januário assistir o time e jogar sinuca. Até hoje procuro essa mesa no clube", ironizou.



Fonte: O Dia