Presidente da Coaf diz que árbitro que errou será preservado e que Rodrigo Caetano tem 'padecimento psicológico'

Segunda-feira, 17/02/2014 - 17:38
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Um dos personagens na arbitragem conturbada do clássico Vasco x Flamengo, o assistente Rodrigo Castanheira deixou de confirmar um gol marcado pelo meia Douglas, que cobrou uma falta e a bola caiu dentro do gol. Castanheira e o sexteto de arbitragem foram bastante questionados pelos atletas vascaínos e o erro influenciou diretamente no resultado do jogo, gerando revolta entre os vascaínos nas redes sociais. O presidente da Comissão de Arbitragem da FERJ, Jorge Rabello, afirmou que Castanheira será preservado dos próximos jogos do Estadual, e rechaçou qualquer veto:

“Quero deixar bem claro que a Comissão de Arbitragem não trabalha com veto de nenhum árbitro, mas não somos irracionais. Ele realmente está muito abalado, precisa de um período, mas depois volta. Ele(Rodrigo Castanheira) atua como árbitro central na Série B e como adicional na Série A. É só um tempo para passar esse momento psicológico e é óbvio que vamos preservá-lo em algumas escalas. Não temos nenhum motivo para escalá-lo de novo em um jogo do Vasco, temos diversos árbitros que podem atuar no jogo do Vasco em função do que aconteceu.”

O diretor executivo Rodrigo Caetano, em entrevista coletiva, criticou a arbitragem do clássico de ontem, afirmou que foi vergonhosa e cobrou profissionalismo dos árbitros da FERJ. Jorge Rabello respondeu ao dirigente vascaíno:

“Em relação ao funcionário do Vasco(Rodrigo Caetano), além do padecimento psicológico, que é altíssimo nele, nunca é objetivo, deveria ser mais claro quando disse que poderia levar a questão ao tribunal, entrar com uma ação cível. Precisa ser mais claro nas afirmações dele, dizer que não tinha como não ver a bola entrar no gol é muito subjetivo, tem que ser um pouco mais claro. Não adianta estabelecer lógica numa coisa que é psicológica, que tem a ver com cognição. Como uma pessoa ao estar posicionada da forma correta e consegue errar? Um exemplo que eu dou é do mágico, ele faz sucesso e sobrevive em função da habilidade dele de aproveitar essa nossa deficiência de ser humano como observador. Às vezes um mágico faz um número e há 50 milhões de pessoas olhando e ninguém consegue descobrir o truque que ele faz, é essa a imperfeição do ser humano que a gente pode colocar. Ali foi um erro da limitação do ser humano como observador, o Rodrigo estava posicionado da forma correta e não conseguiu ver.”

Questionado sobre o uso de tecnologia, que poderia evitar que lances polêmicos como o do Clássico dos Mihões voltasse a ocorrer, Jorge Rabello revelou qual o principal empecilho:

“A primeira básica e fundamental é o custo, e para fazer um investimento desse você precisa fazer uma análise do custo-benefício. Para se ter uma ideia, muito provavelmente quando acabar a Copa do Mundo, essas arenas que receberão os jogos terão como legado esses equipamentos. A tecnologia na linha do gol só é utilizada pela FIFA em suas competições, a UEFA, por meio de entrevistas do Platini, é amplamente favorável ao uso doa árbitros adicionais. O principal impedimento é o custo, e utilizamos árbitros adicionais desde 2008, pela primeira vez estamos discutindo um lance polêmico com erro de arbitragem. Na entrevista do funcionário do Vasco da Gama(Rodrigo Caetano), foi questionado o porquê da existência do adicional atrás do gol, e isso ficou provado no gol do Flamengo. Se não houvesse um assistente ali, seria mais um erro da arbitragem, mas infelizmente um observou e o outro não", finalizou à Super Rádio Brasil.

Fonte: Supervasco