Crianças da Casa Ronald McDonald visitaram São Januário

Sexta-feira, 26/08/2016 - 00:45
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A tarde desta quinta-feira (25/08) ficará marcada para sempre na vida de dez jovens da Casa Ronald McDonald, instituto sem fins lucrativos que viabiliza a atenção social às crianças e adolescentes com doenças onco-hematológicas, antes, durante e após o tratamento, assim como aos seus familiares.

Com sorrisos e abraços, os meninos foram recebidos de braços abertos pelo Vasco da Gama no Complexo Esportivo de São Januário. As complicações e dificuldades deram espaço aos sorrisos em uma visita inesquecível a um dos clubes que carrega em um de seus famosos lemas a importância do "coração infantil" em sua história de glórias e conquistas.

Acompanhados de seus responsáveis, as crianças conheceram vários espaços dentro do clube: quadras, ginásio Vasco da Gama, gramado, Salão de Troféus e também a presidência, onde bateram um papo com o presidente Eurico Miranda e tiveram uma recepção de gala: lanches e presentes do Gigante da Colina. O dirigente vascaíno fez questão de ressaltar a importância do clube em ações sociais e ressaltou que os jovens possuem passe livre dentro de São Januário.

José Mourão Gonçalves, vice-presidente do Departamento Infanto-juvenil, foi quem organizou o tour pelo Estádio e garante que atitudes como essa demonstram a grandeza do Vasco também fora dos gramados.

- O Vasco já ajuda há muito tempo a Casa Ronald McDonald. Oferecemos toda a estrutura para essa visita. A emoção é muito grande de ver essas crianças lindas, pensamos até em nossos netos. É uma visita que traz uma energia muito positiva para o clube. Fazemos as coisas com a maior satisfação e boa vontade. Hoje estou muito feliz. Este projeto da Casa começou por um vascaíno, que fez de tudo por seu filho e, apesar de tê-lo perdido, está batalhando para ajudar todas essas crianças. Ajudar sempre o próximo é um propósito que é sempre passado pelo presidente Eurico Miranda - ressalta o dirigente.

O pequeno Pedro Alves chamou a atenção de todos por sua felicidade em estar no Vasco. Ao lado de seu pai e entoando gritos de "sou vascaíno", o menino aproveitou ao máximo o encontro e bateu uma bola com atletas mirins do futsal. Até no basquete, o jovem arriscou alguns arremessos.

- Descobrimos um cisto nele, que foi aumentando. Viemos para o Rio, chegamos ao INTO e descobrirmos um câncer, um tumor maligno. Eu descobri a Casa e como somos de outro município, não poderíamos ficar. A Casa Ronald McDonald nos acolheu e ele se sente muito bem, na medida do possível. O Pedro sempre teve uma energia que contagia todo mundo, isso é o que me mantém de pé. Eu deixei tudo para estar aqui. A mãe dele trabalha e eu escolhi ficar com ele 24 horas. O que me traz felicidade é o sorriso dele diariamente - afirma Evandro Alves, pai de Pedro.

A história da Casa Ronald McDonald começou com uma família comum: pai, mãe e dois filhos que viviam no bairro da Tijuca e levavam uma vida tradicional. Trabalho, escola, lazer no Tijuca Tênis Clube e futebol com a torcida pelo Vasco da Gama. Mas esta história começou a tomar um novo rumo em 1989 quando Marquinhos, um dos filhos do casal, foi diagnosticado com Leucemia Linfóide Aguda. O câncer era um tabu, mas todos enfrentaram com coragem o desafio de buscar a cura do menino. O tratamento no Instituto Nacional de Câncer (Inca) foi longo e árduo. Mas, em determinado ponto, os médicos disseram que a única possibilidade de cura seria um tipo de transplante que ainda não existia no Brasil: o não aparentado de medula óssea. A família buscou então apoio dos amigos e de muitos parceiros para a campanha SOS Marquinhos, que contou com um jogo realizado por grandes jogadores de futebol, que doaram toda bilheteria à campanha. A família pôde realizar a viagem à Nova York. Lá, tiveram a oportunidade de ficar numa Casa Ronald McDonald, enquanto Marquinhos fazia o tratamento no Memorial Hospital.

O casal, ao retornar ao Brasil em 1990, tornou-se voluntário na causa de ajudar crianças com câncer. Eles não eram mais apenas os pais do Marquinhos, eram Francisco e Sonia Neves, voluntários do Instituto Nacional do Câncer. E com o tempo se tornaram muito mais. Ambos chamaram a atenção do então presidente do McDonald’s.

Em junho de 1993, a rede McDonald's realizou um McDia Feliz e, desta vez, a arrecadação do evento foi doada para a AACN-RJ, a fim de apoiá-la na implantação da casa de apoio. No mesmo ano, foi adquirido o primeiro imóvel para a hospedagem e foi também formalizada a parceria entre INCA, AACN-RJ e o McDonald's™, criando-se, em 24 de outubro de 1994, a primeira Casa Ronald McDonald na América Latina, e a 162ª no mundo.

- Parabenizo ao Vasco pela recepção e a sua administração atual. Agradeço pela felicidade que o clube proporcionou a essas crianças. Eu perdi um filho, mas nós ganhamos mais amigos. Vários estão curados. Tenho certeza que o Marquinhos está lá em cima nos abençoando. A vida de uma criança quando ela morre de câncer frustra a chance de se tornar um atleta ou um músico, como temos o exemplo do Giba, símbolo do vôlei e que sofreu com isso. É uma alegria imensa estar aqui - declara Chico Neves, Superintendente do Instituto Ronald McDonald Chico Neves, que na visita, entregou um exemplar do livro "O Amanhã existe" ao presidente Eurico Miranda.

McDia Feliz

Todos os anos, no último sábado do mês de agosto, toda a renda arrecadada com a venda de Big Mac® (apenas o sanduíche ou a McOferta) é revertida a projetos de instituições que trabalham em benefício à adolescentes e crianças com câncer. A Casa Ronald McDonald-RJ é uma Instituição filantrópica favorecida pela campanha e já iniciou as vendas de tíquetes antecipados para o evento. Em 2015, a campanha do Rio de Janeiro arrecadou R$1.178.321,17 com a venda de 124.815 Big Mac® vendidos, dentre vendas de balcão no dia campanha e tíquetes antecipados. A meta deste ano é ultrapassar o resultado anterior, para aplicar a verba em projetos futuros da Instituição. Participe neste sábado, dia 27 de agosto!



Fonte: Site oficial do Vasco