Psicóloga do Vasco vai trabalhar cabeça dos jogadores para a decisão do Estadual

Quarta-feira, 22/04/2015 - 09:42
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No divã da psicóloga Regina Brandão, a seleção brasileira teve o maior pesadelo de sua história durante a Copa do Mundo. Ainda assim, a função não é vista como gol contra nos limites de São Januário, onde a psicóloga do Vasco, Maíra Ruas, assumiu papel tático específico: entrou em campo ontem, com a missão de fazer com que o time esqueça o Flamengo, concentrando-se exclusivamente nas finais de domingo e de 3 de maio, contra o Botafogo.

- A psicóloga vai tirar o Flamengo da cabeça do pessoal - afirmou o supervisor André Araújo.

Na reapresentação de ontem, Maíra ouviu mais do que falou. Além da orientação no sentido de apagar da cabeça dos jogadores a vitória de domingo sobre o Rubro-negro, o gerente de futebol Paulo Angioni deu-lhe a incumbência de frear o ímpeto do time nas comemorações. Ao sair de campo para abraçar a galera após o gol sobre o Flamengo, Gilberto correu risco de expulsão.

- A psicóloga vai nos ajudar com isso - disse Angioni, que também é psicólogo por formação. - Gilberto não foi expulso, mas está pendurado com dois amarelos. Não podemos perdê-lo por cartão bobo.

A preocupação do gerente é redobrada porque Bernardo e Guiñazu podem desfalcar o Vasco na grande final da competição. Ambos serão julgados no dia 28 pela expulsão na derrota por 2 a 1 para o Flamengo, ainda na primeira fase do Estadual.

Aos 32 anos, a psicóloga vestiu a camisa do Vasco, aceitando a o veto a entrevistas durante a reta final da competição. Mas o currículo fala por ela. A trajetória de Maíra foi iniciada no futsal do Vasco, em 2003. De 2006 a 2012, trabalhou no departamento de futebol do Botafogo, participando da campanha do Campeonato Estadual de 2010. Em 2013 e 2014, Maíra fechou por ora a conta de títulos, sendo campeã por Vitória e Bahia.

O passado vitorioso no Alvinegro, obstáculo da vez, não a condena. Pelo contrário, é ponto positivo no currículo da psicóloga.

- Maíra está sendo fundamental - elogiou Angioni. - Ela vem fazendo um trabalho individualizado e também em grupo, dependendo da necessidade.

Fonte: Extra Online