Ídolo no Vasco e no Grêmio, Mazaropi fica 'em cima do muro' quanto ao jogo deste domingo

Domingo, 25/10/2015 - 08:34
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Mazaropi tinha tudo para não ficar em cima do muro. Querido no Vasco, é tido por muitos como o maior camisa 1 da história do Grêmio. Mas a gratidão segue viva na memória, apesar dos milhares de quilômetros de distância que separam São Januário do Rio Grande do Sul, onde escolheu morar depois do fim da carreira. Para a partida deste domingo, entre os dois times da sua vida, às 17h, no Maracanã, o ex-goleiro não escolhe um canto para pular. Onde a bola entrar, está bom.

Aos 62 anos, o mineiro de Além Paraíba trabalha atualmente como comentarista dos jogos do Grêmio na rádio do clube. Hoje, garante que sua torcida não será dos gaúchos, que o abraçaram como os vascaínos nunca fizeram, não na mesma proporção:

- Tenho uma identificação muito grande com o Grêmio, mas eu confesso, são os dois clubes que estão no meu coração. Passei 15 anos no Vasco, foi onde me projetei para o futebol. Se eu dissesse que a minha torcida é para o Grêmio, seria um dos maiores erros da minha parte.

Geraldo Pereira de Matos Filho chegou a São Januário no começo dos anos 1970 e logo de saída foi alvo da zoação típica dos cariocas. De um companheiro de Vasco, ganhou o apelido de Mazaropi, humorista que fazia sucesso na época, por causa do jeito caipira, do interior. Nada que nunca o incomodasse.

- Diziam que eu tinha de deixar esse apelido para trás, para chegar à seleção. Nunca liguei. Foi como Mazaropi que conquistei tudo na minha carreira - afirmou.

O “tudo” não é exagero. Pelo Vasco, logo nos primeiros anos como profissional, foi campeão brasileiro de 1974, reserva do argentino Andrada. Seria depois campeão carioca em 1977 e 1982, mas ainda assim, foi emprestado ao Grêmio no ano seguinte. Pelo Tricolor gaúcho, foi nada menos que campeão da Libertadores e Mundial em 1983.

O sucesso no Sul fez com que o Vasco o chamasse de volta. Mas o destino de Mazaropi tinha sotaque diferente. Após ser emprestado de novo pelo Vasco, dessa vez ao Náutico, em 1984, o goleiro voltou para Porto Alegre, agora com o antigo “passe” comprado pelos gaúchos. Na segunda passagem, foi hexacampeão gaúcho e campeão da Copa do Brasil.

Com o time treinado por Roger com a classificação para a Libertadores bem encaminhada, a preocupação de Mazaropi no momento é não ver o Vasco ser rebaixado:

- Fico na torcida para ver o Vasco no lugar que merece. Pelo tamanho do clube, ainda acredito que dá para escapar da queda. Esse jogo é especial. Não dá para escolher um. Quem vencer está bom.



Fonte: Extra Online