Urubu entra com recurso contra fixação dos preços dos ingressos no Estadual

Terça-feira, 20/01/2015 - 13:03
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Como esperado, o Flamengo entrou segunda-feira com um recurso na Federação de Futebol do Rio (Ferj) contra a promoção de ingressos para o Campeonato Carioca 2015, decidida semana passada, na reunião do Conselho Arbitral da competição. Flamengo e Fluminense foram os únicos clubes que votaram contra a medida, que fixa os valores dos bilhetes para todos os jogos da fase classificatória (Taça Guanabara) e estende para todos os torcedores o benefício da meia-entrada.

Embora os preços oficiais variem de R$ 10 a R$ 100, o custo para aquisição dos ingressos será sempre a metade. Desse modo, o bilhete mais barato sairá por R$ 5 (nos jogos entre times pequenos) e o mais caro, R$ 50 (arquibancada central do Maracanã, nos clássicos).

O clube da Gávea alega que o tabelamento de preços viola o princípio constitucional da livre iniciativa, citando o artigo 64 da Ferj, que proíbe medidas contrárias a Constituição brasileira. O Flamengo afirma, ainda, que a fixação dos preços impõe "prejuízo financeiro no Campeonato Carioca, obrigando o clube, assim como todos os participantes, a, literalmente, pagar para jogar em diversas partidas".

Flamengo e Fluminense reclamam da medida porque ambos têm contrato de uso do Maracanã, com a concessionária que administra o estádio. Além disso, os dois clubes trabalham para incrementar seus programas de sócio-torcedor, que oferecem, entre outros benefícios, descontos na compra de ingressos.

A nota divulgada pelo Flamengo:

"Na segunda-feira (19.01), o Clube de Regatas do Flamengo protocolou um recurso na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro contra a decisão do último arbitral, que estabeleceu um tabelamento de preços do Campeonato Carioca de 2015. A decisão impede que o Mais Querido precifique cada jogo de acordo com sua importância, violando o princípio constitucional da livre iniciativa. O tabelamento também impõe ao Flamengo prejuízo financeiro no Campeonato Carioca, obrigando o clube, assim como todos os participantes, a, literalmente, pagar para jogar em diversas partidas. De acordo com o artigo 64 da FERJ, medidas que estejam contra a Constituição brasileira não são possíveis".

Fonte: O Globo Online