Rodrigo Caetano critica arbitragem: 'Bola que entra não vale gol e bola que não entra, vale'

Domingo, 21/09/2014 - 00:24
comentário(s)

Considerado um dos clubes mais prejudicados do futebol brasileiro na atual temporada, o Vasco se posicionou, através do diretor Rodrigo Caetano, a respeito das declarações do presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Sérgio Corrêa, que falou ao Extra nesta sexta-feira criticando o nível do futebol jogado no país como justificativa para a qualidade dos árbitros. O dirigente respondeu a Emerson, do Botafogo, que disse que a CBF era uma vergonha durante a derrota para o Bahia.

— Ele não é a pessoa responsável para fazer avaliação a respeito da qualidade técnica do campeonato. Tem que profissionalizar, cobrar e punir — cobrou o dirigente vascaíno, informando que o clube sempre envia vídeos com lances em que se considera prejudicado.

Depois de sofrer um gol que não existiu contra o Oeste, em que a bola não passa a linha do gol, Caetano ironizou ao comentar o que o clube fez e o que espera de resultado.

— Eles tem um protocolo para enviar os lances em vídeo, mas o resultado prático é nenhum. Estamos enviando jogos da Série B e da Copa do Brasil. Só que a gente não acredita em resultado prático. A gente espera que melhore o nível das arbitragens. O Vasco é um dos clubes mais prejudicados no Brasil esse ano. Bola que entra não vale gol e bola que não entra, vale — resumiu, lembrando ainda do Estadual em que teve gol de Dougla não validado contra o Flamengo.

Entre jogadores, técnicos e dirigentes de Botafogo, Flamengo e Fluminense, alguns opinaram sobre a declaração do presidente da Comissão de Arbitragem. O técnico do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo, preferiu se esquivar da briga.

— Isso é coisa do Sérgio com a CBF — limitou-se.

Para Peter Siemsen, presidente do Fluminense, o nível da arbitragem e do futebol brasileiro pode melhorar.

— Mas são questões diferentes. No caso da arbitragem, talvez seja necessário um investimento maior, para a preparação mais adequada. Mas vamos cair no problema do calendário apertado: o tempo para esse treinamento não é suficiente.

O zagueiro Bolívar, do Botafogo, não concordou com a avaliação de Sérgio Corrêa.

— Não concordo. Acho que alguns clubes vêm investindo alto, como é o caso de Cruzeiro, São Paulo, Inter, Corinthians... O Brasileiro é equilibrado e de alto nível. O primeiro pode enfrentar o último, e o jogo será igual. Talvez ele tenha interpretado de maneira errada a reclamação dos jogadores. Não falo só pelo Botafogo, porque não vejo qualquer tipo de perseguição, mas a reclamação é praticamente unânime.

Fonte: Extra Online