Ídolos do Vasco
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REI

O Vasco procurava um goleiro para preencher a lacuna deixada pela ida de Jaguaré para a Europa e foi buscar Rei no Coritiba. O paranaense assombrou desde o início e logo alcançou a Seleção Brasileira. No Vasco, conquistou os títulos cariocas de 1934 e 1936. O apelido de Rei lhe foi dado por sua maneira impecável de vestir. Sempre com fama de galã, Rei frequentava reuniões sociais no Rio e teve muitas namoradas, mas um dos seus casos mais famosos foi com a cantora Aracy de Almeida, com quem viveu durante quatro anos. Certa vez, quase foi agredido pelo artista norte-americano Tyrone Power, em virtude de ter cortejado sua namorada Annabella, no Cassino da Urca.

 

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RICARDO ROCHA

Um líder nato e digno sucessor da linhagem de xerifes da defesa do Vasco. Zagueiro de técnica e garra, consagrado na Seleção e no exterior, Ricardo Rocha foi contratado pelo Vasco para capitanear a equipe que levantou o tão almejado tricampeonato estadual em 1994. Foi escolhido para o melhor Vasco de todos os tempos em enquete da revista Placar realizada em 1995.

Pela Seleção, disputou as Copas de 1990 e 1994, sagrando-se tetracampeão mundial na última, quando começou como titular, mas teve a infelicidade de se contundir seriamente logo na primeira partida.

 

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ROBERTO

O maior artilheiro e ídolo da história do Vasco, com 744 gols em 1201 jogos na sua carreira, sendo que 698 dos gols foram marcados com a camisa cruzmaltina, em 1110 jogos. Em mais de 20 anos quase ininterruptos a serviço do Vasco, foi responsável direto pelos títulos de campeão brasileiro em 1974 e de campeão carioca em 1977, 1982 e 1987, tendo sido várias vezes o máximo artilheiro carioca e brasileiro. É também o maior artilheiro destes dois campeonatos em todos os tempos, recorde que dificilmente será batido. O apelido de Dinamite, que recebeu do jornalista Aparício Pires, do Jornal dos Sports, por ocasião do golaço que marcou na sua estreia na equipe profissional contra o Internacional, em 1971, tornou-se uma marca registrada.

Revelado nas divisões de base do clube como um centroavante tipicamente trombador e finalizador, com bom porte físico e 1,86m de altura, Roberto foi aperfeiçoando sua técnica ao longo de sua carreira. A transformação foi completada em 1979, quando, sob a direção de Oto Glória, veio a se tornar um atacante moderno, de mobilidade, capaz de sair da área para distribuir passes e executar tabelas. Às vezes surpreendia com jogadas de alta técnica e habilidade. Sempre com presença mortal na área, era dotado de excelente colocação e oportunismo, com excelente aproveitamento. Seu repertório variado incluía chutes potentes com ambos os pés, cabeçadas, matadas de peito e se constituiu em um dos melhores cobradores de faltas e pênaltis de sua época. Sem falar na liderança e o respeito do companheiros, tendo sido capitão do time durante boa parte de sua carreira.

Apesar de todas essas qualidades, técnicos da Seleção Brasileira lhe negaram a chance de alcançar a projeção internacional que merecia, tendo sido frequentemente preterido em favor de centroavantes menos qualificados. Apesar disso, marcou 26 gols em 53 jogos pela Seleção, alcançando a maior média de gols entre os centroavantes seus contemporâneos. Na Copa de 1978, começou como reserva e entrou no time para classificar o Brasil com um histórico gol contra a Áustria, tendo terminado como co-artilheiro do time, com três gols, empatado com Dirceu, também do Vasco. Foi convocado novamente para a Copa de 1982, porém inexplicavelmente não lhe foi dada a chance de entrar em campo.

Muito mais espaço seria necessário para falar do Dinamite. Mais sobre ele e o Vasco da sua época pode ser encontrado na História do Vasco (1971-1992). Muitas outras informações sobre sua carreira de jogador e sua posterior carreira de político estão disponíveis na home page do Roberto Dinamite.

 

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ROMÁRIO

Revelado pelas divisões de base do clube, onde se tornou artilheiro dos campeonatos de todas as categorias e campeão de quase todas elas. Romário teve quatro passagens pelo Vasco. Na primeira, até 1988, marcou 50 gols em 105 jogos pelas categorias de base e 116 gols em 196 jogos pela equipe profissional. Na segunda, do finalzinho de 1999 até meados de 2002, marcou mais 136 gols. Na terceira, em 2005 e 2006, chegou aos 300 gols como profissional atuando pelo Vasco. Na ultima, em 2007, a 13 gols do milésimo da sua carreira, voltou ao Vasco para alcançar a histórica marca. O milésimo gol de Romário foi o de número 313 como profissional do Vasco - ele é o segundo maior artilheiro da história do clube, atrás apenas de Roberto.

No seu primeiro período no Vasco, Romário formou com Roberto uma das duplas mais prolíficas que já militaram no futebol carioca. Atacante habilidoso, de incrível explosão, bom toque de bola e ótima impulsão, mesmo tendo baixa estatura (1,68m), era sempre um perigo constante, apesar de muitas vezes parecer desligado da partida. Depois de chegar à Seleção em 1987, foi vendido no ano seguinte para o PSV Eindhoven, após o Vasco conquistar o bicampeonato carioca, e continuou sendo artilheiro por todos os clubes e seleções das quais participou. Sua carreira culminou com o tetracampeonato mundial de 1994 e o prêmio de melhor jogador da Copa.

Romário voltou ao Vasco no finalzinho de 1999 e fez sua re-estreia oficial em janeiro de 2000, no Campeonato Mundial de Clubes da FIFA, do qual terminou co-artilheiro com três gols em quatro jogos. Romário foi sempre o artilheiro da equipe e jogador fundamental nos títulos conquistados em 2000, com três gols na final da Taça Guanabara, quando o Vasco detonou o Flamengo por 5x1; na Copa Mercosul, quando na final contra o Palmeiras marcou um gol na primeira partida e mais três na terceira, na histórica virada de 3x0 para 4x3; e no Campeonato Brasileiro, quando marcou um gol na primeira partida da final e outro na segunda da decisão contra o São Caetano. Ainda em 2000, Romário colecionou artilharias: Torneio Rio-São Paulo, Campeonato Estadual (pela sétima vez, recorde na competição) e Copa Mercosul. Além disso, Romário bateu o record que pertencia a Roberto Dinamite (61 gols em 1981), de maior artilheiro do Vasco numa temporada, marcando 67 gols. No ano seguinte, o baixinho novamente marcaria três gols em mais um chocolate sobre o Flamengo pelo mesmo placar de 5x1, numa partida do Campeonato Brasileiro, do qual se sagrou artilheiro com 21 gols.

Apesar de ser o maior artilheiro em atividade no futebol brasileiro na epoca da convocação da seleção brasileira para a Copa de 2002, Romário foi preterido por decisão do técnico Luiz Felipe Scolari. Felizmente essa grande injustiça não impediu o pentacampeonato, mas não deixou de se constituir numa decepção não apenas para o craque, como também para todos aqueles que admiravam as suas qualidades inigualáveis de atacante e artilheiro. Também injustificável foi a perseguição por parte de um grupo organizado da torcida do Vasco, não importando os gols e mais gols que Romário não se cansava de marcar.

A crise financeira do clube impediu que seu contrato fosse renovado antes do início do Campeonato Brasileiro de 2002. Romário teve então uma passagem de dois anos pelo Fluminense, mas a camisa cruzmaltina número 11 ficou reservada para ele, que de fato acabou voltando para o Vasco pela terceira vez, em 2005. Para surpresa de alguns, ele alcançou a proeza de, quase aos 40 anos, sagrar-se artilheiro do Campeonato Brasileiro daquele ano e assim bater o recorde de artilheiro mais longevo da história do futebol brasileiro. Um feito impressionante, ainda mais se for levado em conta que o artilheiro foi poupado de vários jogos fora do Rio para evitar o desgaste das longas viagens e, mesmo assim, alcancou a marca de 22 gols, atuando em apenas 31 das 42 partidas do Vasco.

O próximo desafio de Romário seria marcar o milésimo gol da sua carreira. Esse projeto tornou-se uma prioridade também para o Vasco e atraiu a atenção mundial. Depois de estadias curtas no futebol norte-americano e australiano no segundo semestre de 2006, Romário voltou ao Vasco pela quarta e última vez, para conseguir o almejado feito. Na noite de 20 de maio de 2007, quem esteve em São Januário viu a história do futebol acontecer de perto. Exatamente às 19h19min, Romário chegou ao tão esperado milésimo gol, cobrando pênalti e marcando o terceiro da vitória sobre o Sport Club Recife por 3 a 1, na segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Romário cobrou o pênalti com a costumeira categoria no canto esquerdo do goleiro Magrão, que saltou para o lado oposto, e correu para beijar a bola no fundo da rede e ser abracado por todos os jogadores vascaínos. A partir daí tudo foi festa, não só para o craque, sua família e a torcida vascaína, como também para todos os brasileiros e admiradores do futebol-arte do qual Romário foi um dos maiores expoentes.

A melhor síntese de Romário foi dada por Johann Cruyff:

"Romário é um jogador único, capaz de transformar uma área do tamanho de um lenço num latinfúndio. Ele é o gênio da grande área."

 

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RUSSINHO

O primeiro grande artilheiro do Vasco foi este louro franzino, esguio e veloz. Habilidoso, era um goleador capaz de lances enfeitados por dribles e toques de bola precisos. Como centroavante do primeiro grande time formado pelo Vasco, Russinho foi campeão em 1929 e marcou três gols na final histórica em que o Vasco venceu o América por 5 a 0 nas Laranjeiras. Foi artilheiro do campeonato carioca em 1929 e 1931 e titular da Seleção Brasileira que disputou a primeira Copa do Mundo em 1930. Russinho atingiu grande popularidade nessa época e foi eleito o melhor jogador do Brasil num concurso promovido por uma marca de cigarros.

 

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SABARÁ

Numa época em que o futebol brasileiro era pródigo de grandes pontas-direitas, Sabará foi um dos melhores pontas do país. Além de atacar e chutar como poucos, defendia com a mesma eficiência. Era daqueles jogadores que davam alma ao time e não hesitava dar bronca quando seu companheiros mereciam, naquele seu linguajar característico: "Suas mulherzinhas, como é que deixam aquele pequeninho (Babá do Flamengo) cabecear na frente de vocês?".

Durante doze anos Sabará foi um dos jogadores mais populares entre os torcedores do Vasco e talvez o jogador que mais se identificava com a camisa cruzmaltina. Depois de Roberto, foi o jogador que mais vezes a vestiu. Mas também houve o final de carreira. Ele foi obrigado a encerrá-la na Portuguesa carioca, para onde foi transferido juntamente com seu compadre Laerte, após uma reformulação no plantel vascaíno. Magoados, eles esperaram ansiosamente o dia de enfrentar o Vasco. Dirigida por Gentil Cardoso, a Portuguesa venceu por 2 a 1.

 

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SILVA

Um cigano do futebol, Silva veio para o Vasco depois de passagens por vários clubes do Brasil e do exterior. O Batuta, como também era conhecido, tornou-se a principal estrela do time campeão carioca de 1970. Em 1971 passou um período de alguns meses emprestado ao Botafogo, mas voltou no ano seguinte ao Vasco e chegou a fazer dupla de ataque com Tostão. Tinha grande talento para recuar e armar jogadas ou partir em arrancadas com dribles sucessivos que muitas vezes terminavam em gols. Um atacante de enorme vitalidade, boa impulsão para as cabeçadas e execução perfeita da matada no peito.