Vasco SAF entra com novo agravo de instrumento pedindo fim da intervenção
Quinta-feira, 09/07/2026 - 09:21
J.Americo @JAmerico1969
Novo agravo interposto pelo Vasco Saf, desta feita por outro escritório. Não custa lembrar que o agravo anterior continua pendente de julgamento



Fonte: X do jornalista José Américo/Vasco Connection


Atenção, Vascaínos! @AVascainos
VASCO SAF RECORRE AO TJ-RJ E PEDE SUSPENSÃO IMEDIATA DA INTERVENÇÃO JUDICIAL

A Vasco SAF protocolou um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pedindo a suspensão imediata da decisão que determinou a intervenção judicial na empresa e o afastamento de integrantes do Conselho de Administração.

No recurso, a SAF afirma que não está discutindo, neste momento, o conflito societário entre o Club de Regatas Vasco da Gama e a 777 Carioca LLC. Segundo a empresa, o objetivo é demonstrar que, após a implementação da intervenção, surgiram fatos novos que passaram a gerar impactos diretos na operação do clube.

Entre os principais argumentos apresentados, a Vasco SAF sustenta que a intervenção aumentou a insegurança de patrocinadores, investidores, instituições financeiras, fornecedores, agentes, atletas e parceiros comerciais. De acordo com a petição, diversas negociações passaram a exigir novas análises jurídicas, atrasando contratos e dificultando a captação de recursos em um momento considerado decisivo para a execução do plano de recuperação judicial.

O recurso também destaca que a situação ganhou novos contornos após a renúncia da interventora Samantha Mendes Longo, apenas seis dias depois de assumir a função. A SAF argumenta que a troca da intervenção, somada à declaração de suspeição da magistrada responsável pelo caso e à nomeação provisória de novos administradores, aumentou a percepção de instabilidade na governança da empresa.

Outro ponto enfatizado é a proximidade da abertura da janela de transferências. A Vasco SAF afirma que a atual situação tem provocado questionamentos de clubes, empresários e representantes de atletas sobre a segurança jurídica e a capacidade financeira da companhia, o que poderia prejudicar negociações importantes para a montagem do elenco.

Diante desse cenário, a SAF pede ao Tribunal que conceda efeito suspensivo ao recurso, suspendendo a intervenção judicial e restabelecendo a composição original da governança até o julgamento definitivo do agravo. Como alternativa, caso a intervenção seja mantida, a empresa propõe a substituição do atual modelo por um monitor independente ("watchdog"), responsável apenas por acompanhar os atos de gestão e informar o Judiciário sobre eventuais irregularidades, sem assumir a administração da companhia.

O recurso foi protocolado em 9 de julho de 2026 e será analisado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro.



Fonte: X Atenção Vascaínos


Podcast Cruzmaltino @PodCruzmaltino
🚨 | A Vasco SAF entrou com um agravo de instrumento no TJRJ tentando suspender os efeitos da intervenção judicial determinada no processo movido pela 777 Carioca LLC.

O recurso pede, em caráter urgente, que o Tribunal reveja a medida que afetou a governança da companhia.

1/ A Vasco SAF recorre contra decisões da 4ª Vara Empresarial do Rio que afastaram cautelarmente membros do Conselho de Administração, suspenderam a prerrogativa do Club de Regatas Vasco da Gama de recompor esses cargos e mantiveram uma intervenção judicial na governança da SAF.

2/ O ponto central do recurso é o pedido de efeito suspensivo.

Ou seja: a Vasco SAF quer que o Tribunal suspenda imediatamente os efeitos das decisões até o julgamento definitivo do agravo.

Em termos objetivos, a SAF quer retomar a governabilidade normal da companhia.

3/ A SAF afirma que não está recorrendo para defender uma posição específica no conflito societário entre CRVG e 777.

A linha adotada no agravo é outra: segundo a companhia, a intervenção passou a gerar efeitos concretos negativos sobre a operação, a recuperação judicial e a relação com o mercado.

4/ O argumento principal é baseado em fatos supervenientes.

A Vasco SAF diz que, depois da decisão original, surgiram fatos novos que mudaram o cenário:

renúncia da interventora Samantha Mendes Longo;
declaração de suspeição da magistrada;
designação provisória de Adriana Zamponi e Alexandre Macedo;
aumento da percepção de instabilidade;
questionamentos de agentes do mercado.

5/ A SAF sustenta que a combinação entre recuperação judicial, conflito societário e intervenção judicial elevou a percepção de risco da companhia perante patrocinadores, financiadores, fornecedores, atletas, empresários, clubes, lojistas e parceiros comerciais.

Esse é um ponto sensível.

6/ Segundo o recurso, parceiros passaram a questionar a extensão da intervenção, a estabilidade da governança, a segurança jurídica dos atos praticados durante sua vigência e a capacidade da companhia de cumprir compromissos.

A SAF diz que isso atrasou negociações e aumentou o esforço institucional da diretoria.

7/ O agravo também destaca o impacto sobre a recuperação judicial.

A SAF afirma que precisa preservar confiança para gerar caixa, manter contratos, captar recursos, cumprir o plano aprovado e honrar obrigações, inclusive dentro da transação fiscal.

A tese é: sem estabilidade, o soerguimento fica mais difícil.

8/ Outro ponto relevante é o financiamento DIP.

A Vasco SAF cita projeções internas de fluxo de caixa para mostrar que novas fontes de liquidez seriam importantes para a travessia financeira de 2026.

A intervenção, segundo o recurso, poderia dificultar ou retardar a análise de crédito por potenciais financiadores.

9/ O departamento de futebol também aparece como argumento importante.

A SAF afirma que o mercado da bola exige decisões rápidas, especialização e segurança institucional, especialmente perto da abertura da janela de transferências, citada no recurso para o dia 20 de julho.

10/ A tese da SAF é que o calendário do futebol não espera o tempo do processo judicial.

Negociações com atletas, agentes, clubes e treinadores podem perder timing. E oportunidades eventualmente perdidas na janela dificilmente seriam recompostas por uma decisão futura.

11/ O recurso não diz que o futebol foi paralisado.

O que a SAF sustenta é que a intervenção gerou ruído, dúvidas e cautela adicional nas contrapartes, afetando a velocidade e a confiança em negociações comerciais, financeiras e esportivas.

12/ Como alternativa, caso o Tribunal não suspenda tudo, a Vasco SAF pede uma medida menos gravosa: a substituição da intervenção por um monitor independente, chamado no recurso de "watchdog".

Esse monitor acompanharia os atos de governança e reportaria irregularidades ao juízo, sem assumir a administração.

13/ Esse pedido alternativo é importante porque mostra que a SAF não está simplesmente rejeitando fiscalização.

A companhia tenta convencer o Tribunal de que é possível haver controle judicial sem uma intervenção direta na governança.

14/ A leitura do agravo é clara: a Vasco SAF tenta mudar o eixo do debate.

Em vez de discutir apenas quem tem razão no conflito entre CRVG e 777, o recurso coloca outra pergunta na mesa:

a intervenção está protegendo a SAF ou está prejudicando a preservação da empresa?

15/ O ponto de atenção é que o recurso depende muito da comprovação dos impactos alegados.

A narrativa é forte, mas o Tribunal pode exigir elementos objetivos: documentos, mensagens, contratos atrasados, questionamentos formais, tratativas afetadas e provas concretas de risco financeiro ou esportivo.

16/ Agora, o Tribunal pode conceder efeito suspensivo total, parcial, negar a liminar ou ouvir antes a 777, a Administração Judicial e o Ministério Público.

Até lá, o tema segue como um dos pontos mais sensíveis da guerra societária envolvendo a Vasco SAF.

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Fonte: X Podcast Cruzmaltino