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Trio vascaíno da Seleção Brasileira já é visto com outros olhos


Sábado, 01/10/2011 - 17:40

Na década passada, a única vez em que o Vasco reuniu três ou mais jogadores na Seleção Brasileira foi quando Candinho comandou interinamente uma partida contra a Venezuela, pelas eliminatórias da Copa de 2002, e Romário, Euller, Juninho Paulista e Juninho Pernambucano estiveram presentes. Em nova fase áurea, o clube emplacou seu trio diante da Argentina, na decisão do Superclássico das Américas. E Diego Souza, Dedé e Rômulo - principalmente os dois últimos - já sentem os efeitos do respeito.

O camisa 10 entrou no segundo tempo e deu assistência para o gol de Neymar. Antes de se apresentar, o chamado fez bem: três gols sobre o Cruzeiro em atuação de gala e elogios de adversários. O zagueiro, xodó da torcida cruz-maltina, foi seguro na defesa e completou seu segundo jogo consecutivo como titular. Já Rômulo, menos badalado, crê ter estreado com o pé direito e comentou a valorização com o posto.

- O respeito tem de existir de ambas as partes, seja de Seleção ou não. Até porque os jogadores no Brasil estão muito nivelados. Quando fui chamado, recebi muitos parabéns dos colegas. Todos sonham com isso, é bom ter esse reconhecimento. Agora, em campo, vamos ver como será - disse o camisa 37, que terá sua primeira experiência "pós-amarelinha".

Amigo de Ralf e Paulinho, adversários deste domingo, às 16h (de Brasília), em São Januário, o volante também espera um clima diferente vindo da arquibancada, devido ao apelo da partida, que será contra o vice-líder Corinthians, na cola do Vasco, com 47 pontos. Haverá mais de 20 mil pessoas no estádio.

Eleito melhor zagueiro do Brasileirão do ano passado, Dedé já desfruta de prestígio. A nova fase tem rendido sondagens mais intensas da Europa. Para o defensor, que usa confiança como palavra-chave, o momento é de agradecer o apoio.

- Um jogador precisa respeitar o outro no campo. Mas todos sabem a fase e a confiança de quem está enfrentando. Quando erra o primeiro passe, perde-se confiança, quando acerta, ganha muito mais. Contra a Argentina, acertei um passe que não estava acostumado. Depois roubei duas bolas seguidas do atacante e me senti muito bem. Acho que o fiz me olhar pensando: "Essse aí não está para brinanceira mesmo". O grupo e a diretoria me passam isso também. Agradeço muito ao Vasco por me dar a chance de me formar assim - afirmou.

Fonte: GloboEsporte.com