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Possível saída de Rodrigo Caetano movimenta bastidores do Vasco e do Flu


Sábado, 04/06/2011 - 22:24

Não são somente as torcidas de Vasco e Coritiba que têm motivos para aguardar ansiosamente o fim da Copa do Brasil. Nas Laranjeiras, também há quem conte as horas pela partida de quarta-feira. Se não entrará em campo para disputar o título, o Fluminense depende do fim da competição para concluir aquele que é um de seus sonhos de consumo: a contratação de Rodrigo Caetano para diretor executivo do departamento de futebol.

Publicamente, as partes negam veementemente qualquer tipo de negociação, mas as conversas para que o dirigente troque de casa no Rio de Janeiro estão avançadas e nos bastidores, tanto em São Januário quanto nas Laranjeiras, há quem garanta que o acordo está selado. O vazamento das informações, porém, causa um clima de tensão no lado tricolor, principalmente porque o panorama era similar ao atual no fim de 2010, quando o fato da negociação ter se tornado pública e o clamor da torcida do Vasco fizeram com que Rodrigo Caetano renovasse o vínculo por mais um ano. O contrato atual, que vai até o fim de 2011, porém, não tem multa em caso de rescisão unilateral.

A negociação do lado tricolor vem sendo conduzida diretamente por Celso Barros, presidente do patrocinador, que já revelou a amigos que “paga o valor que for para ter o profissional”. Encontros aconteceram nos últimos meses na sede da Unimed - patrocinadora do Flu - e a confiança tricolor é evidente. Em reunião recente do Conselho Deliberativo, o presidente Peter Siemsen confidenciou que projeta anunciar o tão sonhado diretor executivo em, no máximo, duas semanas, prazo que coincide com a semana seguinte a final da Copa do Brasil.

Procurado pelo GLOBOESPORTE.COM, Rodrigo Caetano garantiu estar com todas as atenções voltadas para os compromissos vascaínos, mas deixou a possibilidade de troca no ar ao dizer que “no momento” não há nada acertado com o Flu.

- Não tem sentido isso. Não há nada acertado neste momento. Meu foco está só no Vasco. Estamos vivendo uma semana importantíssima. No domingo vamos disputar a manutenção da liderança do Brasileiro, quarta-feira lutamos por uma conquista inédita e importante para a história do clube, e no sábado teremos o retorno de um grande ídolo como o Juninho Pernambucano. Não tenho direito de pensar em mim neste momento. Isso não existe.

A contratação de um diretor executivo era uma promessa de campanha do presidente Peter Siemsen e sempre foi apontada como prioridade. Questões políticas, porém, fizeram com que o organograma do departamento de futebol não fosse desfeito assim que o dirigente assumiu a gestão do clube. O assunto voltou a ganhar força com a saída de Alcides Antunes do cargo de vice-presidente de futebol. Entretanto, a ausência de nomes de consenso no mercado adiou as ações nas Laranjeiras.

Diante do panorama, uma decisão foi tomada: seria esperado o tempo que fosse necessário para contar com Rodrigo Caetano. A expectativa era de que uma definição acontecesse com as eleições presidenciais em São Januário. O atraso no pleito, por sua vez, curiosamente, pode antecipar o acerto.

Fonte: GloboEsporte.com