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Mauricinho, ex-Vasco, dirige clube formador Olé Brasil em Ribeirão Preto


Quinta-feira, 26/05/2011 - 13:07

Fundado em 2006 como a terceira força do futebol ribeirão-pretano, o Olé Brasil tomou caminhos diferentes aos de Comercial e Botafogo e já colhe os ‘frutos’ de um trabalho que começou dois anos após a fundação. Forte nas categorias de base, o clube vai completar cinco anos, em setembro, já com 11 jogadores negociados e três vendidos.

"O trabalho tem dado certo. Não é nada a curto prazo, já estamos com três anos de projeto", comentou o diretor do Olé, Maurício Villela, o Mauricinho, ex-jogador do Comercial e Vasco da Gama. Os cartolas do time não escondem o objetivo do trabalho. "Somos um clube formador", disse o presidente Maurício Penha.

Em 2009, ano em que foi campeão paulista sub-17, o Olé Brasil vendeu o meia Canesin, então com 17 anos, para o Anderlecht, da Bélgica. O clube europeu pagou 200 mil euros (aproximadamente R$ 458 mil) por 65% dos direitos federativos do atleta. "E caso ele faça 20 jogos na Série A belga, eles têm que pagar mais 200 mil Euros. E 15% do jogador ainda pertencem ao Olé", contou Mauricinho. Segundo ele, Canesin já teria disputado mais de 10 jogos pelo time principal do Anderlecht.

Recentemente, os também meias Morato e Baratella, de 18 anos, foram vendidos para um clube da Coreia do Sul e Corinthians, respectivamente. Nos dois casos, o Olé ainda detém 20% dos direitos. "Por enquanto não ganhamos muito, mas, lá na frente, esses meninos podem render algo. Amanhã um desses moleques é vendido e eu (Olé Brasil) tenho 20% em cima", afirmou Mauricinho.

Mais negociações

Outras 11 promessas do Pinguim já estão com negociações encaminhadas. Os meias Bruno Freitas (18 anos), Gian (18) e Dan (19) foram para um clube do Quisguistão; o volante camaronês Arnold (15), o meia Duda (15) e o atacante Judivan (15), emprestados ao Cruzeiro-MG; o zagueiro Felipe Marques (19) e o atacante Júnior (18), ao Botafogo-RJ; o atacante Tocantins (15), ao Corinthians; e, o goleiro Fernando (14) e o atacante Marcel (15), ao Santos.

"O meu telefone não para. É uma 'porrada' de amigos e empresários indicando jogadores. A gente dá, no máximo, 20% para quem indica. Cada caso é um caso, mas 80% do atleta fica para o Olé", revelou Mauricinho.

Fonte: EPTV