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Dirigente do Urubu: 'O Kleberson não tem nada oficial do Vasco'


Terça-feira, 08/02/2011 - 09:09

A rotina não é das mais puxadas. Treinos em período único de segunda a sexta com direito até a folgas inesperadas, por exemplo, por falta de energia na Gávea. Mas não há ninguém sorrindo.

O preparador físico Marcelo Martorelli comanda há mais de um mês os treinos dos jogadores fora dos planos de Vanderlei Luxemburgo. Do grupo inicial, apenas o atacante Diogo arrumou um novo clube e fechou com o Santos.

Os demais continuam à espera de uma definição. São nomes conhecidos, exceção feita ao goleiro Diego Lima. O lateral Everton Silva, os volantes Correa e Kleberson, o meia Petkovic e o atacante Val Baiano completam a lista dos esquecidos.

São patrimônios que o clube desvalorizou e cuja conta será dolorosa: por mês, o sexteto custa cerca de R$ 730 mil. Uma situação que não agrada a ninguém.

- O Flamengo quer resolver logo, mas aparecem propostas que os jogadores não querem. Val Baiano tem coisas da Arábia, mas ele não quer sair do Brasil. O Kleberson não tem nada oficial do Vasco – disse o diretor de futebol Luiz Augusto Veloso.

A dificuldade dos jogadores para deixar o Flamengo se explica. Eles só aceitam sair se houver a rescisão dos contratos. Caso contrário, temem ficar no fim da fila para receber parcelas de luvas atrasadas e salários que porventura também forem quitados fora do prazo.

Também por medo de retaliações da diretoria, os jogadores evitam as entrevistas. O único que aceitou falar desde o início dos treinamentos à parte foi Val Baiano. Mas com declarações contidas, sem gerar polêmicas.

Mais do que as dispensas há um forte descontentamento com a forma que o clube adotou para procedê-las. Petkovic soube pela imprensa quando estava na Sérvia, Val Baiano foi avisado pelo empresário, o ex-jogador Gonçalves. Kleberson e Correa retornaram normalmente das férias e só souberam que estavam fora da lista de viagem para a pré-temporada na hora do almoço. O clube garante que tentou contato com todos, mas alguns estavam “incomunicáveis”.

Fonte: GloboEsporte.com