Alexandre Campello fala sobre sua candidatura à presidência do Vasco
Quarta-feira, 26/07/2017 - 06:53
Alexandre Campello foi médico do Vasco de 1984 até 2004, e depois de 2008 a 2012. Ele representa a chapa Frente Vasco Livre.

Por que você quer ser presidente do Vasco?

Após a eleição do Eurico, em 2014, houve um entendimento, por parte dos grupos de oposição, de que os nomes que já participaram do pleito estavam desgastados, além de haver uma rejeição a eles [Julio Brant e Roberto Monteiro]. Então, começamos a pensar em nomes diferentes, alguém mais jovem, com uma história dentro do clube e que pudesse fazer uma gestão com modernidade. Dentro desse processo, cogitaram o meu nome e eu aceitei.

Como você vê a eleição com três candidatos de oposição?

Ainda tem muita coisa para acontecer, mas é importante frisar que nós somos o grupo que primeiro trabalhou pela unificação da oposição. Antes de o meu nome ser lançado, nós discutimos, apresentamos as propostas para os grupos, perguntamos se tinham alguma outra opção e houve um consenso entre eles que eu deveria representar a Frente Vasco Livre. Pretendemos continuar conversando com todos os grupos no sentido de unificar.

Por que você não teve apoio da Vascomed [grupo de médicos vascaínos]?

Não sei, estamos dispostos a conversar com todos e, estranhamente, eles disseram que não iriam com o meu nome, antes mesmo de eu ser lançado. Não existe unificação excludente. A gente precisa sentar e conversar para que as pessoas unifiquem. Se você começa a excluir, não tem unidade.

O que acha da ideia de pesquisa da oposição?

As pessoas falam de pesquisa, mas isso não é uma coisa simples de fazer. Primeiro, a gente se depara com a dificuldade de saber o número de pessoas para entrevistar, como vai ser a composição do grupo e por que fazer essa pesquisa. Não conhecemos o colégio eleitoral do Vasco. Hoje, você não sabe quem são as pessoas aptas a votar. Como pode pensar numa pesquisa se você não sabe qual é a sua amostra?

O que o torcedor pode esperar da sua gestão?

Transparência e democracia. O Vasco precisa de proposta e trabalho. Não podemos mais ter uma gestão amadora.



Fonte: Metro