Eurico Miranda cobra punição ao árbitro por erros no jogo contra o Santos

Quinta-feira, 22/09/2016 - 16:06
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Eurico Miranda em entrevista coletiva no VascoInconformismo. Essa é a palavra que melhor define o sentimento do Vasco depois da eliminação da Copa do Brasil, no empate por 2 a 2 com o Santos, na noite de quarta-feira, em São Januário. Depois de muitos protestos de jogadores, torcedores e dirigentes, chegou a vez de Eurico Miranda se manifestar contra a atuação do árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima. O presidente convocou coletiva de imprensa para tarde desta quinta e, em tom sereno, cobrou punição ao homem que comandou o duelo decisivo.

Em pronunciamento assim que chegou à sala de entrevistas, Eurico ressaltou que todos os envolvidos em uma partida de futebol estão sujeitos a punições, menos o árbitro. O presidente revelou ainda a despesa do clube com arbitragem:

- O que eu quero é que sejam restabelecidos os direitos iguais. O futebol, sem nenhum tipo de problema, os jogadores estão sujeitos a punição, os dirigentes, os profissionais, e o árbitro não está sujeito a punição. Eu só queria que me dessem um argumento para o árbitro não ser sujeito a punição. Vou me ater ao jogo de ontem. Os árbitros não são amadores, são profissionais. Podem se consideram mal pagos, eu acho que são muito bem pagos. A arbitragem do jogo com o Santos custou quase R$ 10 mil. O árbitro atua, erra, e dizem: "Errar é humano". É, mas todo mundo que erra paga pelo seu erro, o único que não paga é o árbitro.

O Vasco reclama de um suposto pênalti não marcado no primeiro tempo, após a bola bater na mão do zagueiro Gustavo Henrique, e de falta de Lucas Lima em Alan Cardoso e impedimento de Joel no lance que resultou o empate do Santos por 2 a 2. Eurico Miranda apontou Jean Pierre Gonçalves Lima como responsável por todo desenrolar após a partida, com objetos atirados em campo por torcedores e ofensas do assessor especial da presidência, Eurico Brandão.

- Especificamente em relação ao jogo de ontem, o erro cometido causou prejuízo de toda ordem. Moral, financeira, e fica por isso mesmo. O que se analisa depois é uma súmula feita por ele que vai para o tribunal, que julga porque foi atirado um objeto em campo. Um jogo daquela proporção, da maneira como tudo transcorreu na festa. O atleta vai para o tribunal porque foi expulso, não sei se dirigente ou outras pessoas vão por terem falado com ele, e ele? Quem ocasionou isso tudo? Se ele não tivesse procedido da forma como procedeu... Foi ele que provocou isso.

Fonte: GloboEsporte.com