Polícia promete punir torcidas que soltaram bombas no Maracanã; cambistas foram presos

Segunda-feira, 09/05/2016 - 07:58
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Com 60 mil torcedores presentes no Maracanã, a final do Carioca ocorreu em um clima pacífico entre vascaínos e botafoguenses. A amizade entre suas principais torcidas organizadas, no entanto, não significou falta de trabalho para o Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), da Polícia Militar.

Algo que por muito tempo deixou de ser frequentes em estádios, as explosões de artefatos foram constantes ontem, fora do Maracanã e também dentro. O barulho dos fogos de artifício se intensificaram após o gol de empate de Rafael Vaz, que dava a partir daquele momento o título para o Vasco.

— Não tivemos briga ou tumulto, mas dez pessoas foram presas na Rua Eurico Rabelo por portarem material explosivo — afirmou o major Silvio Luiz, comandante do Gepe. — Foi uma surpresa para nós. Isso aconteceu no primeiro jogo, e conseguimos localizar através de monitoramento quais foram as torcidas. Na última semana, na reunião de segurança, isso foi conversado com elas. Apesar da orientação, as torcidas do Vasco voltaram a fazer. Vamos puni-las.

Outro problema comum em jogos de grande público no Maracanã é a presença de cambistas do lado de fora. Ingressos de meia-entrada, que custavam R$ 30, estava sendo comercializados a partir de R$ 100 do lado de fora.

VENDA DE BEBIDA MELHORA

O comandante do Gepe reconheceu que não conseguiria controlar a venda ilegal de entradas. Os cambistas eram vistos anunciando livremente a venda de entradas em todo a região do estádio.

— Tivemos um número grande de cambistas, especialmente pela falta de venda on-line. No sábado, tivemos um detido com 32 ingressos. Hoje (ontem), tivemos outro, com 16. É muito pouco frente ao que poderia ser, mas, se fizesse isso, ia perder todo o meu contingente no Jecrim (Juizado Especial Criminal). A legislação tem que ser revista. O Gepe pega cambistas com mais de dez bilhetes e no dia seguinte ele está livre e de volta à prática — lamentou.

Fora da arquibancada, a falta de informação para a entrada dos torcedores foi uma das principais reclamações no primeiro jogo da final. Dessa vez, a questão foi solucionada com a presença de funcionários, alguns deles com equipamentos de alto-falante. Foram menores também as reclamações de filas para a compra de cerveja nos bares e de sujeira nos banheiros, alvos de reclamação no domingo anterior.




Fonte: O Globo Online (texto), Reprodução Internet (foto)