Polícia identifica ex-diretor do Urubu como responsável por criar e espalhar notícia falsa envolvendo Romarinho, Diguinho e Bernardo

Quinta-feira, 27/08/2015 - 08:53
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou os responsáveis por criar e espalhar uma notícia falsa envolvendo os jogadores Romarinho, Diguinho e Bernardo – os dois primeiros do Vasco, e o último do Ceará. Trata-se de Clement Izard, ex-diretor de patrimônio do Flamengo.

De acordo com inquérito concluído pela Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), Clement, juntamente com outras cinco pessoas – sendo dois menores –, foi o responsável por veicular em redes sociais e grupos de comunicação (WhatsApp) uma suposta notícia atribuída ao UOL descrevendo o falso relacionamento homoafetivo entre os jogadores Diguinho e Bernardo.

O ex-diretor do Fla e seus parceiros ainda criaram uma falsa conversa de WhatsApp envolvendo o atacante Romarinho, onde o atleta confirmava o caso.

A partir de um boletim de ocorrência registrado pelas vítimas no final de julho, a DRCI descobriu um grupo de Whatsapp criado para divulgar informações falsas, chamado "FAKE FLA-TT".

"Em tempos de humanização do uso das redes sociais, é inconcebível que as pessoas se utilizem covardemente da internet a fim de praticar crimes. Mais lamentável ainda que o crime tenha sido cometido por um ex-diretor do Clube de Regatas do Flamengo, com o intuito de injuriar atletas, jornalista e abalar uma instituição rival. Pior ainda é ver ainda que o mentor de tudo envolveu e incentivou menores. O trabalho da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática foi imprescindível para que situações como esta não voltem a ocorrer e os autores sejam punidos exemplarmente na forma da lei", disse Pablo Andrade, advogado das vítimas.

De acordo com inspetores e delegados envolvidos na investigação, o fato foi apresentado à Justiça, que agora dará prosseguimento ao caso. Investigados, os acusados – maiores de idade – podem pegar pena de até 10 anos de reclusão por crimes como corrupção de menores, formação de quadrilha, injúria e falsa identidade.

Fonte: UOL