Horta fala sobre política do Vasco e afirma que ainda não decidiu se vai se candidatar à presidência do clube

Sábado, 22/03/2014 - 07:32
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FERNANDO HORTA, PRESIDENTE DA TIJUCA, PARTE PARA A OFENSIVA:

NÃO FOI A IMPOSSIBILIDADE DE DESENVOLVER UM ENREDO AUTORAL O MOTIVO DA SAÍDA DE PAULO BARROS: FOI O DINHEIRO.

O ENREDO, QUE ELE (PAULO BARROS) TEM PARA A MOCIDADE, É BEM PRÓPRIO: O FIM DO MUNDO; ISTO É O QUE ELE FOI GANHAR EM PADRE MIGUEL.

NO VASCO, CONTINUAM ABAIXANDO A CABEÇA PARA O EURICO MIRANDA E ESSA ELEIÇÃO SÓ VAI SAIR

QUANDO OS "SÓCIOS MENSALEIROS" ESTIVEREM APTOS PARA VOTAR. QUALQUER DÚVIDA, PERGUNTEM AO PERALTA.

QUANTO À MINHA CANDIDATURA, NÃO SÃO OS CORRUPTOS E INCOMPETENTES, QUE VIVEM NO VASCO, E NEM A IDA DO PAULO BARROS PARA A MOCIDADE QUE ME FAZEM PENSAR COM MUITA CALMA. SÃO MEUS PROJETOS PESSOAIS.

"Dinheiro. O que levou o Paulo Barros a sair da Tijuca, foi o dinheiro. A escola sabia que, a qualquer momento, isto poderia acontecer e, para nós, não é O FIM DO MUNDO, enredo condizente com o que ele foi ganhar, na Mocidade." Foi assim que Fernando Horta começou a nossa conversa. Prossegue o presidente tri campeão: "Entrou uma pessoa com "gás diferente", no carnaval, e ele (Paulo) está apostando nisso (Nota da Editoria: Fernando Horta se refere a Rogério Andrade, sobrinho de Castor de Andrade, novo patrono da Mocidade Independente de Padre Miguel). A situação financeira é I R R E S I S T Í V E L e fora da realidade. Essa questão do enredo autoral foi uma saída honrosa que ele (Barros) encontrou até porque nós sempre discutimos sobre os enredos apresentados - havia uma sugestão e a consequente discussão sobre o que fora sugerido -. Além de tudo, o resultado dessas sugestões, dadas pela escola, sempre foi maravilhoso (campeã em 2012 e 2014), pois nossa agremiação nunca teve uma proposta financeira comercial, que agradasse, para desenvolver um tema, ou seja, jamais teve um enredo com sensibilidade para captação de recursos. Neste carnaval, houve uma chance para essa captação e ele (Paulo Barros) não precisou ficar preso à figura do Ayrton Senna. Dizer que o artista é sensível, depende, até porque ele (o ex carnavalesco da Tijuca) vem de um ramo comercial: era comissário de bordo. A verdade é que o dinheiro é a tentação do ser humano, no mundo inteiro, e o motivo pelo qual ele (Paulo) nos deixou foi o dinheiro, como já falei." Sigo neste mesmo "ponto" da questão porque sinto Horta ferido em seus brios e com muita coisa, ainda, a falar: " Luiz Orlando - o carnaval não é do carnavalesco; é da escola de samba. É a mesma coisa que chamar um treinador de futebol e lhe dar completa autonomia para contratar. Toda ideia, para ser desenvolvida, tem que ser metade artística e metade comercial. O carnaval, que também é denominado de UMA FÁBRICA DE SONHOS, precisa de DINHEIRO para mover esta máquina. E DE MUITA GRANA! Inclusive, o primeiro estágio a ser cumprido, é, justamente, o contrato do carnavalesco. Eu já estava me sentindo mal pagando R$ 1.000.000,00 (HUM MILHÃO DE REAIS), ao Paulo, porque estava sendo acusado de inflacionar o mercado e o reflexo disto, nos demais elementos que trabalham com o carnavalesco, é ruim. Além dessa quantia, paga ao Paulo barros, eu pago toda a equipe. E paguei este MILHÃO porque caí no CONTO DA GRANDE RIO, pois, após o carnaval de 2013, vieram com uma conversa de que a escola de Caxias ofereceria uma "bolada" para levar meu, então, carnavalesco: conversa fiada (Nota da Editoria: A Grande Rio tirou o diretor de carnaval da Tijuca, Ricardo, para comandá-la no carnaval deste ano). Conhecendo meus métodos, como o Paulo Barros conhece, ele ficou sem jeito de vir falar comigo sobre a proposta que recebeu da Mocidade porque, jamais, eu faria uma contraproposta (Nota da Editoria: R$ 2.500.000,00 - dois milhões e quinhentos mil reais - é a cifra comentada quanto ao valor contratual do novo carnavalesco da escola da Vila Vintém; a maior paga, a um artista, em todos os tempos). Apesar de não ter ficado uma mágoa, trabalho com consciência e não sou irresponsável. Se eu contrato, tenho que pagar; por conta disso é que a Tijuca, com mais de 80 anos, não deve, sequer, 1 centavo "na praça". Sou amigo dele, que chegou a me chamar de pai; ele enriqueceu comigo e saiu chorando do barracão, mas AS PORTAS JÁ NÃO LHE ESTÃO MAIS ABERTAS, visto que, no desfile das campeãs, juntos no meu camarote, chegamos, até, a conversar sobre o enredo de 2015 e a tratar de ajustar os profissionais que, com ele, trabalhariam. Paulo Barros, projetado por mim, terá que seguir sua vida e, desde que não ganhe da Tijuca, lhe desejo sucesso no futuro de sua carreira." Falando em futuro, pergunto, ao presidente tri campeão sobre o "amanhã" da Tijuca e ele me responde: "Primeiro, vou defender a permanência dos meus outros artistas, que ficaram, pois o assédio é grande. Da Tijuca, só saem, mesmo, por assédio e nunca por maus tratos. Quanto ao novo carnavalesco, os da minha preferência estão com contrato e eu não alicio ninguém. O pessoal que veio da Vila, depois do título de 2013, me procurou e eu os contratei (Nota da Editoria: esta é uma referência ao cantor Tinga e ao casal de mestre sala e porta bandeira). Sou vítima por perder profissionais e não vilão por tomar contratados dos outros. Nós fabricamos talentos para a maior festa popular do mundo, vide a Comissão de Frente, que pensa em ficar a não ser que apareça "um louco dirigindo um caminhão de dinheiro" para levá-la. Desta forma, eu posso buscar alguém, com mérito idêntico ao do Paulo Barros, para, apenas, compor uma COMISSÃO DE CARNAVAL, sem "uma cabeça premiada" para comandar esta comissão. Agora: o que não posso admitir, NUNCA, é que o carnaval tenha sido ganho pelo Paulo Barros, como coloca a imprensa, magoando a comunidade e os demais trabalhadores de retaguarda do nosso barracão porque se eu não tirar NOTA 10, na plenitude dos quesitos julgados, não serão "super alegorias" ou "hiper fantasias" que me farão ganhar. Veja a Beija-Flor que consegue ganhar sem ter um carnavalesco (Nota da Editoria: desde que as experiências feitas com artistas plásticos para substituir Joãozinho Trinta, dentre eles, Maria Augusta e Milton Cunha, não deram o resultado desejado, a diretoria da escola de Nilópolis adotou o sistema da montagem de uma Comissão de Carnaval tendo, à frente, o diretor Laíla). Usando uma linguagem esportiva: o jogo não é do técnico e nem do presidente da CBF - é de todos. Aliás, esta colocação de que a vitória seja do carnavalesco lhe dá tranquilidade para colocar a culpa nos demais quesitos, caso só as fantasias e as alegorias tirem a nota máxima. Diante de todo esse panorama, confesso que não estava interessado em trabalhar mais do que, normalmente, trabalho para ganhar o próximo desfile, porém, agora, vou mostrar que a escola é que vence um carnaval. A UNIDOS DA TIJUCA NÃO É O PAULO BARROS, NÃO É O FERNANDO HORTA. ELA É A TIJUCA."

Não posso encerrar uma entrevista, com o Fernando Horta, sem perguntar sobre o panorama político do Vasco, principalmente, porque, nesta semana (na segunda-feira, dia 17 de março), a Comissão Eleitoral do clube se reuniu para nada decidir sobre as próximas eleições. Ele engata: "O que é que você queria? que eles resolvessem alguma coisa? No Vasco, desde a administração do Calçada (Nota da Editoria: Antônio Soares Calçada foi o presidente que antecedeu Eurico Miranda), SÓ SE ABAIXA A CABEÇA PARA O EURICO. ESSA ELEIÇÃO SÓ SAIRÁ A PARTIR DO MOMENTO EM QUE OS SÓCIOS MENSALEIROS ESTIVEREM APTOS PARA VOTAR. QUALQUER DÚVIDA, PERGUNTEM AO PERALTA (Nota da Editoria: Antonio Peralta, que já fora vice presidente de Eurico Miranda, é o primeiro vice presidente de Roberto Dinamite). Foi mais uma demonstração de FALTA DE CAPACIDADE E CORAGEM, dada pelos dirigentes. Eles não podem dizer que têm medo da Justiça porque O VASCO SÓ VIVE NA JUSTIÇA". Pergunto, então: No dia 11 de agosto, o Vasco viverá uma das seguintes situações - 1. terá um novo presidente; 2. terá o mesmo presidente com seu mandato prorrogado; 3. terá um interventor. Na sua opinião, o que acontecerá? "Acho que não vamos chegar ao ponto de um interventor, mas sou, até, a favor da segunda hipótese; a prorrogação do mandato. O que eu sei é que o objetivo do Eurico fica mais viável, com esta procrastinação, porque, no final de abril, OS SÓCIOS MENSALEIROS terão direito à voto. Aí então, SAIRÁ A MARCAÇÃO DAS ELEIÇÕES." E você, Fernando, vai ou não se candidatar, depois destes últimos fatos envolvendo a Tijuca? " Esta questão da Tijuca, como eu já te havia dito, não tem nada a ver com o fato d'eu estar analisando, com muita calma, o tema sobre minha candidatura à presidência. A ida do Paulo barros para a Mocidade não me assusta porque é mais um desafio, pra mim, e eu sou movido à desafios. Nem, tampouco, ESTA CAMBADA DE CORRUPTOS E DE INCOMPETENTES QUE VIVE NO VASCO. A questão envolve meus projetos pessoais." Terminou, assim, José Fernando Horta.

A PRIMEIRA PARTE DA ENTREVISTA DE FERNANDO HORTA (SOBRE A IDA DE PAULO BARROS PARA A MOCIDADE) ESTARÁ, AMANHÃ, NA EDIÇÃO ELETRÔNICA DE FOCOS &M FOTOS, E, NA PRÓXIMA SEMANA, NA EDIÇÃO FÍSICA DE NOSSA REVISTA. A SEGUNDA PARTE (REFERENTE AO VASCO), ESTARÁ NA EDIÇÃO ELETRÔNICA DE CapA-A-CapA ESPORTES, NA PRÓXIMA SEMANA, E, POSTERIORMENTE, NA EDIÇÃO FÍSICA DESTA REVISTA ESPORTIVA.

Fonte: Revista Focos &m Fotos/Facebook Olho Vivo RJ