Vasco apresentou projeto de reconstrução para Autuori

Sábado, 23/03/2013 - 10:21

Dois meses de salários atrasados, sem referências técnicas na equipe e um único jogador de seleção brasileira de saída marcada para o meio do ano. Com esses problemas, o Vasco preparou uma espécie de dossiê para mostrar a Paulo Autuori que os tempos de penúria podem ficar para trás. Com uma equipe de dirigentes, em encontro na casa do diretor executivo René Simões, o treinador ficou convencido de que o desafio era mais estimulante até pela reconstrução do Vasco, desde a integração dos profissionais com a base, do que pelo retorno financeiro e pelos resultados dentro de campo.

O diretor geral Cristiano Koehler explicou todos os acordos que o clube está costurando na Justiça, citou o pagamento recente à Timemania e mostrou a possibilidade de novas receitas chegarem para tirar a corda do pescoço em São Januário. Entre elas, o lançamento do programa de sócios, marcado para o fim do mês, que prevê receitas superiores a R$ 5 milhões ao fim do ano - de acordo com o orçamento 2013 encomendado à comissão financeira do Vasco.

A presença do empresário Olavo Monteiro de Carvalho - espécie de relações públicas cada vez mais atuante no atual quadro sem vice-presidentes representativos do Vasco - serviu para mostrar que, em caso de problemas salariais com o treinador, o presidente da Assembleia Geral serviria como avalista da dívida.

Foi Olavo, com influência do governador do Rio, Sérgio Cabral, quem iniciou os entendimentos para o Vasco receber o patrocínio da Nissan, montadora japonesa que está muito próxima de fechar contrato para ser patrocinadora master. Porém, o mesmo discurso foi adotado à época da chegada de Dorival Junior, para a Série B, a quem o clube deve até hoje premiação pela conquista daquele ano.

Na primeira conversa, o técnico já traçou algumas diretrizes de trabalho. Ele logo condicionou sua chegada à permanência de Ricardo Gomes e pediu contratações de zagueiro, meio de campo e atacante, hoje as principais carências da equipe. Autuori também expressou o desejo de trabalhar com as categorias de base de forma mais efetiva.

Com cortes na folha salarial do futebol de mais de R$ 800 mil em relação a 2012, o diretor René Simões garantiu todos os esforços a Paulo Autuori para que o mês em São Januário dure 30 dias. O clube prevê que consiga respirar em dois meses, com a entrada de novos patrocínios e, ainda, a inevitável venda de Dedé.

Fonte: GloboEsporte.com