Vasco deve completar mais um mês de salários atrasados

Domingo, 13/01/2013 - 11:51

A reformulação do elenco do Vasco renovou as esperanças de alguns torcedores e até devolveu o foco à bola nos últimos dias. Mas o sombrio cenário financeiro está longe de ter uma trégua. Saída para viabilizar a folha salarial, que está sendo reduzida em cerca de 30%, o julgamento do recurso para liberar as receitas bloqueadas na Fazenda Nacional não será marcado para antes do Carnaval, entende a diretoria. Assim, até lá, o clube segue vivendo de aportes dos investidores e de eventuais "dribles" nos órgãos do Governo para cobrir suas necessidades básicas.

O recesso dos tribunais terminou na última segunda-feira, mas, após consulta, os advogados que prestam serviços ao Cruz-Maltino tiveram a resposta que o acúmulo chega a mais de quinze mil processos pendentes. A expectativa é positiva quanto aos argumentos e provas que serão exibidos, mas a movimentação para levar uma comitiva a Brasília, onde ocorreriam novas apelações, com a presença do presidente Roberto Dinamite, é cada vez mais intensa. Lá, o Vasco marcará encontro com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, para reforçar os laços com a Eletrobras e estender a parceria do atual patrocinador master sob outro contrato.

Em meio ao caos, o novo diretor geral, Cristiano Koehler, articula sua força-tarefa particular, que diagnostica o tamanho do buraco em que o Vasco se meteu e procura ajudar com ações imediatas. Desde o fim de novembro, o profissional participa de reuniões com conselheiros e torcedores ilustres, que buscam chegar a um denominador comum sobre como equacionar as dívidas tributárias e trabalhistas e receber de volta o dinheiro que começou a ser repassado.

A primeira decisão foi demitir entre 150 e 200 funcionários do quadro, mas, primeiro, é preciso pagá-los, tarefa complicada ultimamente. Alguns sequer aparecem em São Januário, alegando falta de depósito do vale-transporte. O departamento financeiro garante que quitou um mês de atraso antes do Natal, mas faltam pelo menos mais quatro, contando com janeiro.

Para os jogadores, o vencimento extraoficial do dia 20 passará novamente sem solução. À essa altura, todos sabem que terão de aguentar a situação após os primeiros jogos. O diretor executivo René Simões esclareceu o momento a cada novo contratado que chegou ao clube.

A renda das partidas e do início do pacote de ingressos, que estará à venda a partir desta segunda-feira, são vistos como um alento, para que os cofres recebam pouco mais de R$ 1 milhão nas próximas semanas, mas, para isso, o vascaíno deve se engajar, algo que, diante da crise e da saída de ídolos como Fernando Prass, Felipe e Juninho, é improvável.

Fonte: GloboEsporte.com