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NETVASCO - 15/11/2009 - DOM - 01:10 - Conheça a história de Pinga, 4º maior artilheiro da história do Vasco

José Lázaro Robles nasceu numa segunda-feira, 11 de fevereiro de 1924, num tradicional bairro de imigrantes de São Paulo: a Mooca. O futebol estava no sangue dos Robles. José Lázaro deu seus primeiros passos no campo do Juventus, na rua Javari. Seu irmão três anos mais velho, Arnaldo, já jogava no juvenil da Portuguesa de Desportos e tinha o apelido de Pinga Fogo. Quando promovido para a categoria principal, Arnaldo chamou seu irmão José Lázaro para ocupar seu lugar. José Lázaro jogou com tanta vontade e talento que se tornou o Pinga I. Arnaldo, o mais velho, passou a ser o Pinga II. Arnaldo, o Pinga II, acabou indo para o Juventus. Em 1944 o Juventus de Arnaldo enfrentou a Portuguesa de Pinga. Resultado: 2x0 para o Moleque Travesso. José Lázaro ficou louco de vergonha e raiva com a vitória do irmão. Naquela noite a família Robles jantou sem ele. Pinga esperou que todos tivessem dormido para voltar para casa.

A rivalidade entre os dois acabou alguns anos depois. Arnaldo voltou para a Portuguesa e os irmãos participaram do ataque arrasador da Lusa que incluía Renato, Ninho e Simão. Entre 1944 e 1952 Pinga se tornaria o maior artilheiro da história do Canindé. Com a camisa rubro-verde, marcou 132 gols em campeonatos Paulistas, 18 no Rio-São Paulo, 16 em jogos internacionais e 24 nos amistosos. Total: 190 gols.

Nos anos 40 as disputas entre seleções estaduais tinham grande importância, e Pinga (já sem o "I") era titular absoluto da seleção paulista. Em 1949, chegou à seleção brasileira como reserva para a disputa do Sul-Americano. Foi cortado da seleção que perdeu a trágica Copa de 1950. Mas brilhou intensamente dois anos depois. Em 1952, o atacante da Portuguesa de Desportos foi não só campeão como artilheiro do Rio-São Paulo. Ganhou o Brasileiro com a seleção paulista. No Pan-Americano do Chile, entrava no meio dos jogos, substituindo Baltazar ou Ademir, e ajudou a ganhar aquele campeonato fazendo dois gols.

Em 1953. Pinga mudou de time, mas continuou na colônia lusitana. Foi transferido por um preço recorde para o Vasco da Gama. Logo de cara ajudou o time a ganhar o Octogonal Rivadavia Correia Meyer. A final foi contra o São Paulo, no Maracanã: 2 a 1 para o Vasco. Dois gols de Pinga. Pinga fez tanto sucesso que apareceu na tradicional revista Seleções do Reader's Digest em julho de 1953. Virou garoto-propaganda da Gillette "Tech", o "aparelho de barbear tecnicamente perfeito". O meia-esquerda da Lusa era descrito assim na peça publicitária: "Temido pelos goleiros, devido às suas infiltrações rápidas e sempre perigosas, porque possui magnífica visão de goal".

Em 1954, seguiu para a Suíça com a camisa canarinho, mas a história da participação brasileira naquela Copa foi o fracasso que todos conhecem. A essa altura, Pinga estava mudando para a ponta esquerda do Vasco. Foi nessa posição que ele faturou o Carioca de 1956. Em 1957, ganhou dois torneios internacionais pelo clube de São Januário: a Taça Tereza Herrera e o Torneio de Paris.

Pinga então chegou aos 34 anos e... fim de carreira? Ainda não. Em 1958 ganhou o Campeonato Carioca como artilheiro do Vasco. No total foram 250 gols pelo clube. Ele teria ainda uma volta às origens no bairro da Mooca, jogando pelo Juventus até encerrar a carreira, em 1964. A última contribuição ao futebol foi ser pai de José Lázaro Robles Júnior, o Ziza, que jogou no Juventus, no Guarani, Botafogo e Atlético Mineiro, antes de virar técnico no Catar. Quanto ao Pinga, o primeiro e único, faleceu aos 72 anos em São Paulo de causas desconhecidas, em 7 de maio de 1996.




Fonte: Revista Placar

Nota da NETVASCO: Pinga é o 4º maior artilheiro da história do Vasco, ficando atrás apenas de Roberto Dinamite, Romário e Ademir Menezes.

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