Zagueiro Gabriel é apresentado no Vasco: 'Minha escola no futebol foi a rua e eu tenho orgulho disso'
Quinta-feira, 17/09/2026 - 13:20
Novo zagueiro do Vasco, Gabriel Pereira foi apresentado na tarde desta sexta-feira e recordou, na entrevista coletiva, suas origens como atacante. O jogador de 26 anos, que estava no Copenhagen, da Dinamarca, despontou tarde no futebol e jogou futebol amador por muito tempo.

- Eu comecei tarde no futebol, em termos de clube. Joguei muito amador. Eu jogava mais na parte do ataque, no meio de campo, atacante, do que zagueiro. De zagueiro eu jogava às vezes, quando algum amigo não ia no jogo e tudo mais. Foi uma posição em que eu jogava bem, mas eu preferia a parte do ataque - comentou ele na primeira resposta.

- Acredito que isso me ajuda a ter o entendimento do que os atacantes costumam fazer porque são coisas que eu também fazia. Acredito que foi um bom aprendizado. Minha escola no futebol foi a rua e eu tenho orgulho disso - acrescentou.



Na coletiva, Gabriel também disse que tem o costume de atuar como zagueiro pela direita, mas se colocou à disposição do técnico Pedro Emanuel para atuar onde o treinador achar melhor.

- Acredito que estou aqui para ajudar hoje o clube. Consigo sim jogar nas duas posições, tanto na esquerda quanto na direita, mas nos últimos anos tenho jogado mais pela direita. Então, acredito que no momento me sinto mais à vontade assim. Mas em termos de característica, acredito que vocês vão poder ver bastante no decorrer do campeonato, nos próximos jogos - disse ele.

"Espero poder ajudar o clube da melhor maneira possível, tanto marcando quanto defendendo. Então, espero ser muito feliz aqui, tanto com gols, mas mais importante com vitória", completou.

Para contar com o atleta, o Vasco fechou um contrato de empréstimo com opção de compra — que pode se tornar obrigatória caso metas previstas no acordo sejam atingidas. O vínculo vai até junho de 2027, com opção de compra fixada até dezembro de 2030.

Antes de desembarcar em São Januário, Gabriel atuava no Copenhagen, da Dinamarca, onde viveu o auge da carreira e construiu uma passagem de destaque. Titular absoluto, ele acumulou 96 jogos, nove gols, duas assistências e dois títulos principais: a Liga Dinamarquesa (2024/25) e a Taça da Dinamarca (2024/25).

Veja outras respostas de Gabriel, novo zagueiro do Vasco:

Experiências de outras escolas do futebol

- Acredito que o futebol português é uma excelente escola. Hoje, grandes jogadores têm saído da Liga Portuguesa e acredito que foi uma boa escolha, tanto minha quanto do meu agente, ir para Portugal. Isso me fez crescer muito como pessoa, como jogador. E depois da escola dinamarquesa, também todo lugar que eu passo, eu tento trazer um pouco da cultura, do campeonato, do que eu aprendo também no dia a dia. E isso vai me ajudar bastante hoje aqui no Vasco.

Quais jogadores ele conhece no elenco?

- Um jogador que eu conheço aqui é o Bruno Duarte. Também chegou há pouco tempo. Tive o prazer de jogar contra ele em Portugal, um jogador que eu conheço bastante. Então, tive conversando com ele, até porque ele chegou primeiro. Também veio da Europa, também acredito que isso me ajuda muito a entender. Mas, em questão de adaptação, acredito que estou bem, o grupo é excelente. Tem me ajudado bastante em questão disso também. Então, espero poder estar ajudando em breve o grupo, poder estar fazendo parte ali também dentro do campo e conseguir vitórias.

Já conversou com Pedro Emanuel?

- Sim, já conversamos. Passou bastante o que ele pensa de jogo e é dentro do que eu tinha visto, dentro da Dinamarca, e no último jogo também pude estar mais presente, pude entender melhor também, vendo pessoalmente o que ele gosta e o que faz. Então, acredito que vou me adaptar bem. Como já estive em Portugal, também já tive treinador português, acredito que esteja pronto e preparado e tenho boa relação com todo mundo para que possa jogar em breve.

Vontade foi determinante: o que seduziu no projeto?

- Quando a proposta do Vasco chegou, quem resolve isso é meu agente, mas fiquei muito feliz. O tamanho e a história do Vasco falam por si só. Quando eu tive a proposta, não pensei duas vezes, quis muito estar aqui. Estar de volta ao Rio de Janeiro por um clube como o Vasco foi uma felicidade enorme tanto para mim quanto para a minha família.

Experiência com o torcedor

- Foi incrível poder estar já, mesmo que não podendo jogar ainda, mas poder estar presente, sentindo o calor da torcida. Foi muito bom. Acredito que minha família também estava aproveitando, minha pequena estava dançando e tudo mais, e isso só me deixa mais feliz de estar aqui no Vasco. Foi o que eu tinha pensado quando eu estava fora e tem se concretizado o que eu pensei e estou muito feliz.

Qual foi o seu papel na negociação?

- Eu estava bem de boa em relação a isso. Acredito que tanto o Vasco, o Admar e meu agente fizeram um excelente trabalho para eu estar aqui hoje. Desde quando fiquei sabendo que tinha o interesse do Vasco, procurei assistir aos jogos, entender o estilo de jogo. Uma coisa que eu gosto muito é entender como o time joga para que eu possa chegar aqui o mais adaptado possível. Querendo ou não, o tempo é curto. Gostei bastante do estilo de jogo, da forma como o clube pensa. O clube tem mostrado isso nas competições. Espero agregar bastante.

Já pode jogar contra o Coritiba?

- Eu só tenho a agregar, quem ganha com isso é o Vasco, de ter jogadores de alta qualidade. Os centrais têm estado bem, isso é muto importante para o grupo todo. Como falei, cheguei para agregar, espero poder ajudar bastante. Acredito que sim (vai poder jogar), tenho trabalhado no dia a dia para poder estar em breve no campo. Não é uma escolha minha. Mas o Vasco só tem a ganhar com isso.

Como enxerga a disputa por espaço?

- Estou aqui para trabalhar. Não é uma escolha minha quem vai jogar, acredito que é muito importante todos estarem bem. Quem ganha com isso é o Vasco. Vou trabalhar a cada dia, trabalhar bastante, começar a entender os jogadores que estão do meu lado para que eu possa em breve estar em campo.

Fonte: ge