Invicto nas Copas, Pedro Emanuel une elenco e torcida do Vasco na busca por títulos em 2026
Quarta-feira, 16/09/2026 - 17:40
Pedro Emanuel compara carreira ao DNA do Vasco: "Me identifiquei"


— Dá-lhe, Vasco. Seremos campeões.

O tradicional grito da torcida do Vasco ganha mais peso a cada jogo da equipe em um mata-mata sob o comando de Pedro Emanuel. Foi assim nesta terça-feira, após a vitória por 2 a 0 sobre o Santa Fe, que garantiu a classificação para as semifinais da Copa Sul-Americana. A confiança no trabalho do técnico português conseguiu unir elenco e torcida em torno do mesmo objetivo: conquistar um título em 2026. Ou quem sabe dois?

Enquanto o Vasco tenta uma reação no Campeonato Brasileiro para sair do Z-4, o que segue como principal objetivo até o fim do ano, o time conquistou cinco classificações seguidas com Pedro Emanuel. O treinador português assumiu o clube antes das oitavas de final da Copa do Brasil e antes da segunda fase da Sul-Americana.

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Desde então, são 10 jogos entre as duas copas: seis vitórias e quatro empates. Nenhuma derrota. Ao todo, 15 gols marcados e apenas quatro sofridos. E, em todas as coletivas, o discurso do treinador é o mesmo: não abdicar de nenhuma taça em disputa, apesar da prioridade pelo Brasileirão. Pedro Emanuel quer ser campeão e escrever sua história no Vasco.

— Não. Porque nós desligamos o modo campeonato quando entramos no modo copas. Hoje, a satisfação que esse grupo tem de tentar escrever a sua história, naquilo que é o currículo do Vasco, é uma ambição e uma satisfação que não tem dimensão. Esse grupo merece muito, pelo esforço dentro de campo.

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Identificação com a história do Vasco

A relação de Pedro Emanuel com o Vasco vai além dos resultados. Desde que chegou ao clube, o treinador português fala sobre ambição, trabalho e a importância de representar a história vascaína. Depois da classificação contra o Santa Fe, ele voltou a reforçar que quer deixar o clube a sua altura.

— Neste momento, estamos um pouco mais próximos do sonho que queremos realizar, mas ainda não conquistamos nada. Essa é a verdade. Seja da Sul-Americana, da Copa do Brasil, do Campeonato (Brasileiro). Nada está conquistado. O trabalho está encaminhado, mas ainda falta muito para conseguirmos. Sabe o que lhe digo? O Vasco é um clube que tem uma história muito à minha imagem. Tem ambição, dedicação, humildade, trabalho.



— Eu me identifiquei desde o primeiro dia com o que é a história do Vasco. Não por ser português, mas essencialmente por aquilo que o Vasco defende.

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Como jogador, Pedro Emanuel conquistou a Liga dos Campeões, a Liga Europa e o Mundial de Clubes pelo Porto, além de quatro títulos da Taça Portugal. Como treinador, também conquistou as copas nacionais de três países: em Portugal, com a Académica, no Chipre, com o Apollon Limassol, e na Arábia Saudita, com o Al-Taawoun. Ele quer fazer com que os jogadores do Vasco conquistem algo em São Januário.

— Acho que foi isso que introduzi nesse grupo. Ambição é algo que nós temos ou não temos. Ou lutamos pelo que acreditamos, ou somos normais. Esse é o ponto que posso acrescentar nesse grupo. De fato, estive em bons e grandes clubes, com grandes conquistas enquanto jogador. Depois, fiz minha trajetória enquanto treinador para que essa ambição esteja sempre presente em cada treino, em cada jogo, em cada palestra que eu dou para que os jogadores se sintam motivados a ser jogadores do Vasco e conquistarem pelo Vasco.

A fala de Pedro se conecta ao momento vivido pelo clube. A torcida voltou a sonhar com conquistas, enquanto o elenco passou a responder dentro de campo nos mata-matas. Depois da classificação sobre o Santa Fe, a festa em São Januário reuniu jogadores e torcedores em torno do mesmo objetivo.

E nada representa mais essa união no Vasco do que o grito de "Casaca", puxado pelos jogadores e membros da comissão técnica e entoado pela torcida. O canto encerrou a festa dos vascaínos após o apito final e simbolizou a conexão criada entre arquibancada e campo neste momento da temporada.

— Isso é a história do Vasco. Nada me dá mais prazer do que trabalhar num lugar de que eu gosto, no qual me sinta bem e seja apoiado, e ainda por cima as pessoas celebrem com isso. Essa é a minha forma de ser e de estar, e esse é o caminho — disse o treinador.

Fonte: ge