Vasco e Marcos Lamacchia aguardam autorização da Justiça para continuar venda da SAF
Terça-feira, 25/08/2026 - 09:01
Marcos Lamacchia: "Esperando a Justiça liberar o leilão para podermos transformar o Vasco"


Marcos Lamacchia, empresário interessado na compra da SAF do Vasco, afirmou ao ge neste domingo que aguarda a Justiça autorizar a abertura do processo competitivo para que a negociação avance. Mas o que falta para isso acontecer? Essa é uma das principais dúvidas em São Januário.

— A gente está esperando a Justiça liberar o leilão para podermos transformar o Vasco. Por enquanto é isso que eu posso dizer — disse Lamacchia.

Vasco e Marcos Lamacchia aguardam a autorização da juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Nos bastidores do clube, entende-se que o processo já poderia ter sido autorizado. As partes não entendem o motivo da demora, mesmo após os pareceres favoráveis do Ministério Público e da administração judicial.

O ge apurou que o Vasco e Marcos Lamacchia já pediram diversas vezes a abertura do processo competitivo à Justiça. A juíza havia pedido os pareceres do MP, do AJ e do gatekeeper, somente o último ainda não se manifestou.

Gatekeeper é o cargo de fiscalização e monitoramento nomeado pela Justiça no processo de recuperação judicial do Vasco. A função é exercida pelo ex-procurador-geral de Justiça Eduardo Gussem.



O Vasco tem uma proposta concreta da Almirante Participações, de Marcos Lamacchia, que servirá como referência mínima para o processo competitivo. A próxima etapa é a abertura da disputa pela UPI Equity. Outros interessados poderão apresentar propostas, e, caso alguém ofereça um valor superior, Lamacchia terá o direito de igualar a maior oferta.

Se não houver uma proposta vencedora de terceiros, a oferta de Lamacchia será declarada vencedora. A partir daí, o processo ainda precisará passar pelas etapas previstas no Vasco, incluindo a aprovação do Conselho Deliberativo e da Assembleia Geral.

Então, o principal entrave é a autorização da Justiça para a abertura do processo competitivo. O Vasco entende que se houvesse a autorização e a venda logo fosse realizada, não haveria a necessidade de busca por mais empréstimos neste momento — que também foram bloqueados pela juíza.

Fonte: ge