Vasco tem negociações avançadas com um meia, mas empréstimo travado dificulta acerto
O Vasco vive situação complicada na busca de reforços na reta final da janela. Além de ter um empréstimo de R$ 150 milhões travado pela Justiça, o clube está limitado, também por ordem judicial, a fazer movimentos financeiros de, no máximo, R$ 5,9 milhões.
A restrição foi mantida pela juíza Simone Gastesi Chevrand, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira. Na nova decisão, a magistrada afirmou que continua sendo necessário um relatório sumário da auditoria antes de autorizar novos endividamentos acima do limite estabelecido.
A nova decisão mantém justamente essa trava. A juíza também determinou que a Administração Judicial, o watchdog e o gatekeeper prestem esclarecimentos sobre pontos levantados no processo.
Ou seja, qualquer movimentação acima de R$ 5,9 milhões no Vasco é considerado um endividamento e deve passar por uma aprovação da Justiça para ser aprovado. Com o congelamento do empréstimo, o clube ficou proibido de fazer novos débitos até a realização de uma nova auditoria, prevista para 15 dias.
"De toda sorte, considerando já ter sido pontuado por este Juízo que não serão admitidos novos endividamentos enquanto não realizada a auditoria e apresentado, ao menos, o relatório sumário (cuja juntada se fixou em 15 dias) (EVENTO 134, item "III"), e ante requerimento de contratação de vultoso DIP nos autos principais, faculto às recuperandas promoverem, desde logo, o depósito dos 60% da proposta de honorários, de modo a viabilizar o início do prazo fixado a ICTS", diz trecho da decisão.
Isso, claro, tem reflexos no mercado: a direção não pode se comprometer a nenhuma proposta acima de US$ 1,137 milhão ou 974 mil euros (valores referentes a R$ 5,9 milhões na cotação desta quinta-feira, dia 20 de agosto).
A negociação com Bruno Duarte, atacante do Estrela Vermelha, já teve impacto neste sentido. O clube carioca fez oferta de 1,5 milhão de euros, o clube sérvio não se opôs, o atleta deu sinal verde para o Vasco, mas a diretoria não pode seguir em frente porque as cifras estão acima do teto de dívidas estabelecida pela Justiça. Por ora, as conversas estão paradas.
Qualquer sondagem fica limitada. O departamento de futebol entregou uma lista final de jogadores para a reta final da janela a Admar Lopes e Felipe Loureiro, mas o clube não tem nem poder de fazer sondagens em valores interessantes para tentar tirar os atletas dos seus clubes atuais.
— Pelas nossas projeções, a partir do próximo dia 20 (quinta-feira), sem esses recursos, vamos enfrentar uma situação extremamente delicada de caixa. Isso pode resultar no não pagamento de compromissos com atletas, agentes, clubes, tributos e dívidas sujeitas à recuperação judicial, o que pode acarretar em multas, desenquadramento no sistema de sustentabilidade financeira da CBF, na não consolidação da nova transação tributária, e transfer ban — disse o CEO Fred Luz em entrevista ao ge.
Há negociações avançadas com um meio-campista, mas a transação só poderá partir para trâmites finais quando o clube tiver liberação de ir além dos R$ 5,9 milhões de verba.
Fonte: ge