Vasco tem o pior ataque do Brasileiro 2026; veja as contratações da gestão Pedrinho para o setor
Terça-feira, 18/08/2026 - 13:22
O Vasco enfrenta uma crise no ataque e prepara um novo investimento para reforçar o setor e tentar solucionar seus problemas ofensivos. Na gestão de Pedrinho, conseguir um atacante artilheiro tem sido uma sina do clube no mercado de transferências.

Foram quase R$ 200 milhões investidos em jogadores para o setor ofensivo nos últimos dois anos, mas foram poucos os casos de sucesso até aqui. Desde que assumiu o controle da SAF, Pedrinho investiu em 12 jogadores para o ataque. O último da lista, Facundo Colidio, estreou como titular no domingo, na derrota por 3 a 0 para o Santos.

A equipe não balança as redes há três partidas e tem o pior ataque do Campeonato Brasileiro, com somente 23 gols, ao lado de Chapecoense e Internacional.



Jogadores contratados para o setor ofensivo por Pedrinho no Vasco

ContrataçõesTipoValor
Emerson RodríguezEmpréstimo-
Alex TeixeiraDefinitivoSem custos
Maxime DomínguezDefinitivoR$ 12,4 milhões
Jean DavidDefinitivoR$ 8 milhões
GarréDefinitivo2,5 mi euros
Nuno MoreiraDefinitivo3,5 mi euros
Loide AugustoDefinitivo1,5 mi euros
Andrés GómezDefinitivo4,5 mi euros
Marino HinestrozaDefinitivo5 mi dólares
SpinelliDefinitivo2 mi dólares
BrennerDefinitivo5 mi euros
ColidioDefinitivo4,5 mi dólares


Em 2024, foram quatro atletas contratados. Maxime Domínguez custou R$ 12,4 milhões, à época, para ser um substituto de Adson na ponta direita. Para o lado esquerdo, Jean David chegou por R$ 8 milhões, e Emerson Rodríguez assinou por empréstimo. Alex Teixeira assinou com o clube carioca sem custos. Nenhum deles, no entanto, teve destaque em São Januário.

Depois da frustração com as contratações, o Vasco seguiu com as pontas como prioridades na primeira janela de 2025. Chegaram Garré, Nuno Moreira e Loide Augusto, em um total gasto de 7,5 milhões de euros (cerca de R$ 45,6 milhões na cotação da época). Da lista, apenas Nuno conseguiu protagonismo na temporada e virou titular absoluto em 2025.



No segundo semestre de 2025, já sob a tutela do diretor de futebol Admar Lopes, a diretoria trouxe Andrés Gómez, por empréstimo. No início de 2026, o Vasco exerceu a opção de compra de 4,5 milhões de euros. O colombiano foi o caso de maior sucesso entre os jogadores contratados e é um dos principais jogadores da equipe desde a reta final do ano passado, mas tem a finalização como uma deficiência clara. São apenas seis gols marcados em 57 jogos disputados.

A crise de gols, no entanto, assolou o time em 2026. Um dos fatores que justificam está na saída dos dois principais artilheiros do time no ano passado: Vegetti, contratado antes da chegada de Pedrinho, e Rayan, joia da base do clube. Juntos, os atacantes entregaram 47 gols em 2025.



Para suprir as ausências, o Vasco investiu forte na primeira janela para o ataque. Brenner (R$ 30,1 milhões), Marino Hinestroza (R$ 26 milhões) e Spinelli (R$ 10,2 milhões) foram contratados, mas nenhum se consolidou sequer entre os titulares no primeiro semestre.

Sergio Santana explica a busca do Vasco por Mercado e Diego Carlos


Busca por um 9

A posição de centroavante é, desde a abertura da janela, buscada pela diretoria, mas tornou-se prioridade após a lesão de Brenner e o desempenho da equipe nos últimos jogos. Até agora, o clube contratou o volante Santiago Sosa e o atacante Facundo Colidio, que até atua como 9, mas performa melhor fora da área.

Contra o Santos, o cenário frustrante no ataque repetiu-se. A equipe empilhou boas chances, mas sentiu a falta de um jogador capaz de colocar a bola nas redes. A busca por um centroavante que a diretoria considere que vá elevar o patamar é vista como complicada internamente. Os nomes que agradam à cúpula vascaína estão fora da capacidade financeira atual do clube.



— Estamos avaliando porque é um momento difícil no mercado. Temos que avaliar quem vem porque quem vier tem que fazer a diferença. Trazer por trazer não acrescenta nada. Mais do que quantidade tem que ser qualidade. Por calhar essas oportunidades só vão aparecer agora, com os clubes da Europa começando a liberar atletas que não farão parte dos plantéis. Isso é tratado com a diretoria e eles sabem as nossas necessidades. Precisamos urgentemente concretizar as oportunidades que estamos criando — afirmou Pedro Emanuel, em entrevista coletiva após a derrota.

Um dos nomes em negociação é John Mercado, que atua no Sparta Praga, da República Tcheca. O equatoriano acenou positivamente à possibilidade de jogar no Vasco e as conversas estão em andamento. A diretoria teve uma proposta recusada de cerca de 7 milhões de euros (R$ 42,3 milhões na cotação atual), mas mantém as tratativas por um desfecho positivo.

Fonte: ge