CBF publica análise do VAR do pênalti de Quintero e do gol anulado de Alex Teixeira contra o Brusque
Terça-feira, 06/09/2022 - 21:09
(Clique aqui para assistir aos vídeos.)

Análise do VAR: Brusque x Vasco da Gama - 28ª rodada do Brasileirão SportingBet 2022



A Comissão de Arbitragem da CBF divulgou, nesta segunda-feira (5), a atuação do árbitro assistente de vídeo (VAR) em Brusque x Vasco da Gama, pela 28ª rodada do Brasileirão SportingBet Série B 2022. Confira a seguir o conteúdo disponibilizado de forma didática ao público do futebol:

Brasileirão SportingBet Série B 2022: Brusque x Vasco da Gama - 28ª rodada

REVISÃO

Situação Protocolar: Ação de área penal


Decisão: Após revisão árbitro marca a penalidade

Regra

Regra 12

Tocar a bola com a mão/braço

Com objetivo de determinar com clareza as infrações de mão/braço, fica definido que o braço tem início na parte superior da axila, como está demonstrado na figura ilustrativa. Nem todo toque da bola na mão/braço de um jogador é uma infração.

Será uma infração se um jogador:

- Tocar a bola com sua mão/braço deliberadamente. Por exemplo, deslocando a mão/braço na direção à bola;

- Tocar a bola com sua mão/braço, quando sua mão/braço ampliar seu corpo de forma antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural, quando a posição de sua mão/braço não é consequência do movimento ou quando a posição da mão/braço não pode ser justificada pelo movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao colocar a sua mão/braço em tal posição, o jogador assume o risco de sua mão/seu braço ser tocada pela bola e, portanto, deve ser punido;

- Marcar um gol na equipe adversária: diretamente do toque da bola em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente, inclusive o goleiro; ou imediatamente após a bola tocar em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente.

REVISÃO

Situação Protocolar: Revisão de gol


Decisão: Após revisão o árbitro invalida o gol e marca infração de mão

Regra

Regra 12

Tocar a bola com a mão/braço

Com objetivo de determinar com clareza as infrações de mão/braço, fica definido que o braço tem início na parte superior da axila, como está demonstrado na figura ilustrativa. Nem todo toque da bola na mão/braço de um jogador é uma infração.

Será uma infração se um jogador:

- Tocar a bola com sua mão/braço deliberadamente. Por exemplo, deslocando a mão/braço na direção à bola;

- Tocar a bola com sua mão/braço, quando sua mão/braço ampliar seu corpo de forma antinatural. Considera-se que um jogador amplia seu corpo de forma antinatural, quando a posição de sua mão/braço não é consequência do movimento ou quando a posição da mão/braço não pode ser justificada pelo movimento do corpo do jogador para aquela situação específica. Ao colocar a sua mão/braço em tal posição, o jogador assume o risco de sua mão/seu braço ser tocada pela bola e, portanto, deve ser punido;

- Marcar um gol na equipe adversária: diretamente do toque da bola em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente, inclusive o goleiro; ou imediatamente após a bola tocar em sua mão/braço, mesmo que acidentalmente.

CBF/IFAB - Regras do Jogo (2021-2022)

Princípios do VAR

1. A tecnologia de vídeo só será usada para corrigir erros claros e incidentes não vistos nas situações pré-definidas e que podem mudar o rumo do jogo:

- Gol ou não gol;

- Pênalti ou não pênalti;

- Cartão vermelho direto

- Erro de identificação (o árbitro adverte ou expulsa o jogador errado).

2. A decisão final será sempre do árbitro.

3. Os Árbitros Assistentes de Vídeo (VARs) são membros da arbitragem e qualquer informação fornecida ao árbitro por um VAR será tratada da mesma forma que uma informação recebida de uma árbitro assistente, árbitro assistente adicional ou do quarto árbitro.

4. O árbitro sempre tomará sua decisão independentemente da existência dos VARs, ou seja, o árbitro não pode não tomar uma decisão, remetendo a situação ao VAR. Se o árbitro decidir não paralisar o jogo devido a uma possível ofensa, a decisão (de permitir a continuação do jogo) poderá ser revisada. Em raras ocasiões o árbitro pode consultar o VAR. Por exemplo, ao pedir para identificar o jogador que deve ser punido.

5. A decisão original tomada pelo árbitro não será alterada, salvo se a revisão pelo vídeo mostrar que a decisão foi claramente errada.

6. Só o árbitro poderá iniciar uma revisão. O VAR (e os demais membros da arbitragem) só poderão recomendar que o árbitro faça uma revisão.

7. Seja qual for o processo de revisão, não pode haver pressão para que uma decisão seja revisada rapidamente, pois a precisão é mais importante que a pressa.

8. Os jogadores e a equipe técnica não podem ficar ao redor do árbitro, nem tentar influenciar sua decisão, ou no processo de revisão. O jogador que usar o ‘sinal de revisão' de modo ostensivo dever ser advertido (cartão amarelo).

9. O árbitro deverá permanecer ‘visível' o máximo possível durante o processo de revisão, para garantir transparência.

10. Se o jogo continuar após um incidente revisável, qualquer medida disciplinar tomada ou exigida durante o período pós incidente não pode ser cancelada, ainda que a decisão original seja alterada (com exceção de advertência ou expulsão por parar um ataque promissor ou uma chance clara de gol).

11. Há limites – antes da decisão e depois de um incidente – para que uma revisão possa ser feita.

12. Na medida do possível, o protocolo VAR visa cumprir os princípios e a filosofia das Regras do Jogo.

DOWNLOAD: Protocolo do VAR

As Leis do Jogo

Sobre as leis do jogo, é importante ressaltar o seguinte trecho das Regras do Jogo (IFAB/CBF, 2021-2022):

1. A autoridade do árbitro

O jogo é disputado sob o controle de um árbitro, que tem total autoridade para
cumprir as regras do jogo.

2. Decisões do árbitro

O árbitro deve tomar as decisões do jogo com o máximo de sua capacidade, de acordo com as regras e o "espírito do jogo", segundo sua opinião. Em razão disso, o árbitro possui poder discricionário para adotar as medidas adequadas para cumprir a essência das regras do jogo.

Fonte: CBF