Oposição aciona o Vasco na Justiça para deslegitimar diretoria e suspender efeitos da AGE do dia 30/04
Quarta-feira, 27/04/2022 - 11:01
A oposição acionou o Vasco na Justiça para deslegitimar a gestão de Jorge Salgado e suspender os efeitos da Assembleia Geral Extraordinária marcada para o próximo sábado, que vai votar as eventuais mudanças no estatuto para permitir a possibilidade de constituição de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Os autores da ação são os sócios Wevergton Brito Lima e Walter Brito Lima, membros do grupo Identidade Vasco. O processo foi distribuído na terça-feira à 3ª Vara Cível da Comarca da Capital.

Na peça inicial de 33 páginas, os sócios argumentam que o pleito de 2020, que elegeu Jorge Salgado como presidente, ainda está sub judice e não teve suas instâncias esgotadas. Dessa forma, alegam eles, "decisões que tragam consequências irreversíveis ao clube" não podem ser tomadas. Confira um trecho:

"Impõe-se afirmar, portanto, que todo o corpo dirigente que preside o clube na atualidade encontra-se pendurado em decisões precárias, que ainda aguardam decisão final e trânsito em julgado.

Justamente por se balizar em decisão precária, que pode ser revogada ou modificada a qualquer instante, o corpo dirigente do Vasco da Gama não dispõe de legitimidade para tomar decisões que tragam consequências irreversíveis ao clube.

[...] Não se pode conceber, sob nenhum aspecto jurídico e nem de justiça social, que seja permitida a venda do futebol de um clube com a história, com os títulos e com a grandeza e representatividade do Vasco, sob a frágil guarida de uma decisão precária de uma tutela provisória concedida no conturbado período de 2020".


Na semana passada, líderes políticos da oposição do Vasco se reuniram no escritório de Leven Siano para questionar alguns pontos do processo da SAF e, na ocasião, cogitaram judicializar a AGE do dia 30. Eles indagaram sobre a listagem de sócios aptos a votar, forma de votação e ausência da oposição em grupo de debate.

No próximo sábado, os sócios se reúnem em Assembleia Geral para aprovar ou não eventuais mudanças no estatuto que têm como objetivo permitir a possibilidade de constituição de uma SAF. Esse é o segundo de quatro passos do rito que pretende vender 70% das ações da futura SAF à 777 Partners. - as alterações estatutárias já foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo.



Fonte: ge