Jorge Salgado: 'Tenho plena confiança no treinador, acho que está desenvolvendo um trabalho bastante satisfatório'
Quarta-feira, 13/04/2022 - 23:22
Os últimos dias foram de debates intensos no departamento de futebol acerca dos próximos passos do Vasco na Série B. O empate com o Vila Nova em casa na estreia incomodou, mas não é questão de terra arrasada, na opinião de Jorge Salgado. Após a cerimônia de entrega do título de Benemérito a Roberto Dinamite, nesta quarta-feira, o presidente cravou a permanência do técnico Zé Ricardo.

- Tenho plena confiança no treinador, acho que está desenvolvendo um trabalho bastante satisfatório. É o primeiro jogo do campeonato e, apesar de o Vasco não ter feito uma boa partida, poderia ter saído vitorioso. A gente teve uma bola na trave, o (Leandro) Vuaden (árbitro) foi para o meio de campo dar o gol e depois voltou por causa do VAR e, no final do jogo, tivemos uma terceira oportunidade para ter ganho - avaliou Salgado, que completou:

- O empate foi um resultado doído, infelizmente quando se entra em campo acontecem muitas coisas que estão fora do controle do treinador. Vai para a conta do treinador sem motivos, ele está sofrendo. Estive lá esta semana, o astral está recuperado, tudo contornado. Agora é esperar a bola entrar.

A primeira janela de transferências do futebol brasileiro se encerrou na última terça-feira. Após o fim do Campeonato Carioca, o Vasco conseguiu fechar com seis reforços visando a Série B do Brasileirão. Antes, o clube já havia anunciado 15 contratações. A atividade no mercado da bola continua, e o departamento de futebol tem um planejamento voltado para a segunda janela, que abre em julho.

- Continuamos monitorando mesmo com o fechamento da janela. Se aparecer alguma oportunidade vai para a outra janela, mas já com a negociação definida. Ele (o atleta) fica eventualmente onde está, mas definimos a contratação e ele se apresenta na janela seguinte - afirmou Salgado.

Outro ponto comentado pelo mandatário foi o interesse do Vasco em participar da licitação do Maracanã. O clube tem feito um movimento nos últimos meses para dividir a administração do estádio com Flamengo e Fluminense, mas encontra resistência. Salgado revelou que a intenção é mandar até 15 jogos no principal palco do futebol carioca, o que não prejudicaria a agenda dos rivais.

- Estive com o governador do Rio Claudio Castro falando mais uma vez sobre nosso interesse em participar da licitação e voltar ao Maracanã. Conversei com o Rodolfo Landim (presidente do Flamengo) e com o Mario Bittencourt (presidente do Fluminense) algumas vezes sobre isso, eles criam uma certa resistência devido ao número de jogos. Os dois clubes têm mais ou menos 70 jogos para fazer e fica muito apertado para eles cumprirem essa meta - disse o presidente, que continuou:

- Analisando a situação do Vasco, a gente acha que precisa jogar de 10 a 15 jogos no Maracanã. Levei a proposta para o Claudio Castro de dividirmos os três, com o Flamengo e Fluminense me cedendo, cada um, de cinco a sete jogos. O governador ficou de conversar sobre isso com os clubes.

O Vasco está em processo de se transformar em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Depois de o Conselho Deliberativo ter aprovado a mudança no Estatuto, os sócios vão votar o tema em Assembleia Geral marcada para o dia 30 de abril. Após isso, conselheiros e sócios voltam a se reunir para aprovar a proposta da 777 Partners, que ofereceu R$ 700 milhões por 70% do futebol vascaíno. Salgado comentou que o grupo americano segue em constante contato com o clube.

- A 777 ficou surpresa favoravelmente com o departamento de futebol do Vasco, não esperavam encontrar o nosso nível de organização, chegaram a comentar que estamos muito acima do pessoal do lado de lá em todas as áreas. Estou sentindo que estamos avançando de maneira muito acelerada. Tenho certeza que vou entregar um clube muito melhor, menos endividado, com o futebol profissionalizado e separado da gestão social.

O presidente, que assumiu o cargo em janeiro de 2021, período no qual o time foi rebaixado e não conseguiu voltar para a Série A, afirmou que, no entender dele, o clube está dando a volta por cima.

- A nossa situação quando cheguei era uma dívida de R$ 830 milhões, fomos para a Segunda Divisão com uma receita de R$ 140 milhões. Cheguei no pior momento da história do clube, e estamos conseguindo dar a volta por cima com menos da metade do mandato. Às vezes penso que está acontecendo algum milagre comigo. Estamos pagando salários, credores, vamos ter um investimento forte no futebol - concluiu o dirigente.



Fonte: ge