Anderson Conceição fala sobre passagem da braçadeira para Léo Matos: 'Não temos vaidade no grupo'
Terça-feira, 08/02/2022 - 17:01
Apontado, até o momento, como uma das melhores contratações para a temporada, Anderson Conceição vem tendo um bom início no Vasco. O prestígio é tamanho que, na ausência de Nenê, ele herdou a braçadeira de capitão no domingo, contra o Madureira. Mas não terminou o jogo com ela. E porque não quis. O motivo? O zagueiro achou de bom tom entregá-la para Léo Matos, que começou no banco e entrou no segundo tempo.

- Na minha cabeça sempre passa que pessoas que estão há mais tempo no clube têm que ser respeitadas. Venho de outros clubes, joguei na Europa e lá observei muito isso, respeitar quem estava antes. Não temos vaidade no grupo, a liderança é do mais novo ao mais velho. Senti que tinha que passar a faixa para o Léo, um cara que agrega muito para o grupo. Não foi nada pensado, apenas o que vivi em outros clubes e achava legal. Se tiver que acontecer de novo, vou fazer do mesmo jeito - disse Anderson, em entrevista coletiva no CT do Vasco, nesta terça, antes do treino.

O defensor também falou sobre uma torcedora especial que não perdeu um jogo do Vasco em 2022. A mãe Nely é a fã número 1 de Anderson Conceição e tem viagem programada para o Rio de Janeiro, onde verá o time do coração jogando em casa.

- Minha mãe é Anderson Futebol Clube, todo jogo ela manda mensagem motivacional, ora comigo. É minha torcedora, sempre me apoiou. Por estar vestindo a camisa do nosso time de coração ela está mais realizada. Fim do mês ela vem para cá, vou levar ela no estádio pra me ver jogar, muito legal realizar o sonho dela me vendo jogar com a camisa do Vasco .

O próximo compromisso do Vasco é contra a Portuguesa, às 21h35 da próxima quarta-feira, em São Januário, pela quinta rodada do Campeonato Carioca. O time é o líder da competição, com 10 pontos.

Outros trechos

Liderança

- A liderança é mostrada no dia a dia, como você trata as pessoas. Eu procuro ser profissional para que os jovens me olhem e pensem que precisam fazer igual, trabalhar para melhorar. A liderança é junto com os outros. Eu joguei quatro jogos aqui, parece que estou há bastante tempo jogando. Procuro me adaptar o mais rápido, em busca do entrosamento.

São Januário

- Quando cheguei no vestiário deixei minhas coisas e subi no campo. Passou um filme na cabeça, olhei para baixo da arquibancada, onde morei, e estar pisando ali, jogando com a torcida do Vasco, foi realizar um sonho de moleque. Estou feliz com esse início, mas vamos continuar com os pés no chão, porque a caminhada é muito longa.

Segredo do time

- É a entrega em campo, os jogadores que estão chegando com vontade e gana de fazer um Vasco novo para voltar ao seu lugar. As coisas estão acontecendo bem, mas ainda tem muita coisa pela frente, vão chegar jogadores. O que temos que fazer é manter esse espírito em campo, aguerrido, manter a torcida do lado, porque isso nos faz muito forte.

Torcida

- Torcida tem feito uma festa muito bonita, canta o jogo inteiro e isso nos impulsiona a querer dar mais. Às vezes chego cansado no meio do jogo, e a torcida canta e me faz querer correr mais.

Esquema com três zagueiros

- Eu já rodei por vários lugares, trabalhei com muitos treinadores e esquemas. O Zé deixou claro que gosta de mudar. Subi com o América-MG jogando no 3-5-2, jogamos muito bem, time muito ofensivo. No campo do Madureira, por exemplo, sabíamos que o time jogava muito na bola aérea, depende muito do jogo e do campo, acho que lá conseguimos neutralizar os pontas e dar sustentação para a defesa. O Zé é muito inteligente, entende de tática, temos que nos adaptar ao estilo que ele pedir. Independentemente do adversário e do esquema, acredito que vamos manter nosso espírito.

Diálogo com Cangá

- Linguagem da bola é mais fácil. Ele tem posicionamento muito bom, ele falou muito contra o Madureira, mas não dava para entender muito não (risos).



Fonte: ge