Vasco empossa 150 conselheiros e elege CF e direção do CD nesta 6ª às 19h30; posse de Salgado deve ficar para 2ª-feira
Sexta-feira, 22/01/2021 - 06:05
A troca de bastão no Vasco, que terá Jorge Salgado como presidente no triênio 2021/2022/2023, se inicia oficialmente na noite desta sexta-feira na Sede Náutica da Lagoa, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Serão empossados os novos 150 membros eleitos do Conselho Deliberativo - 120 da chapa de Jorge Salgado e mais 30 de Julio Brant - e será realizada a eleição da presidência e da mesa diretora do Conselho Deliberativo e dos membros do Conselho Fiscal.

A reunião será presencial e está marcada para as 19h30 - com segunda chamada às 20h -, mas terá também transmissão on-line para os membros do conselho (principalmente os idosos) que não puderem comparecer ao encontro, devido à pandemia da Covid-19. A convocação da sessão solene foi feita pelo presidente Alexandre Campello na última terça.

Como foi durante todo processo eleitoral, o ambiente é de divisão no clube. Há incertezas sobre comparecimento dos apoiadores de Luiz Roberto Leven Siano, o mais votado na eleição presencial do dia 7 de novembro, posteriormente anulada por colegiado de juízes do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ/RJ). Diversas ações na Justiça ainda buscam a anulação da reunião, da posse da futura diretoria de Jorge Salgado e também da eleição do dia 14 de novembro.

Não à toa, a assessoria jurídica de Salgado - e do grupo Mais Vasco - não deseja caráter oficial de posse nesta sexta. Estrategicamente, querem evitar eventual contestação posterior na Justiça, porque o estatuto prevê a posse do presidente da diretoria administrativa depois dos conselheiros eleitos.

A chapa se apega ao que diz o estatuto em vigência. O artigo 76, inciso I, determina que o Conselho Deliberativo se reúna "a cada três anos na primeira semana da segunda quinzena do mês de janeiro", com a posse do presidente eleito para a segunda semana da segunda quinzena.

Como grande benemérito, Jorge Salgado vai à reunião e ficará ao lado dos seus pares. Simbolicamente, é provável que faça um discurso no plenário, com passagem informal de bastão de Alexandre Campello, atual presidente.

Novas caras nos conselhos

Nos últimos dias, o presidente do Conselho Deliberativo, Roberto Monteiro, silenciou sobre o tema, depois de sua convocação ter sido refeita por Campello. Isso porque Monteiro fez a convocação para o dia 25 (segunda), mas Campello antecipou para o dia 22 (sexta).

Monteiro e o vice-presidente do Deliberativo, Sérgio Romay, se negaram a convocar a posse dos novos membros eleitos para a primeira quinzena de janeiro e têm o entendimento de que o ato marcado para esta sexta-feira é nulo.

Espera-se que o rito seja realizado da seguinte forma: como Monteiro e Romay não consideram legítima a sessão solene desta sexta-feira, caberá a Alexandre Campello dar início ao evento. Ele empossará Otto Carvalho, que sucederá Faués Jassus, o Mussa, na presidência da Assembleia Geral. Otto dará posse aos novos 150 membros do Conselho Deliberativo e abrirá a votação das novas mesas dos conselhos Deliberativo e Fiscal.

Participam das eleições dos novos presidentes de poder 300 conselheiros (150 eleitos e 150 natos). O novo presidente do Deliberativo - Carlos Fonseca é o candidato da Mais Vasco, chapa de Jorge Salgado - conduzirá a votação para apontar quem sucederá Edmílson Valentim, atual presidente do Conselho Fiscal, e dos dois membros fixos.

Encerrada a votação do Conselho Fiscal, o novo presidente do Deliberativo finaliza o evento e marca nova sessão solene para segunda-feira, quando Jorge Salgado será empossado oficialmente.

Ação para impedir posse de Salgado

Na última quarta-feira, 12 associados do Vasco entraram com ação no TJ/RJ com o objetivo de anular a eleição do 14 de novembro, vencida por Jorge Salgado, e consequentemente impedir a posse do presidente do eleito. A peça assinada pelos advogados Reinaldo Coniglio Rayol Junior e João Batista de Oliveira Reis sustenta que o pleito do dia 14 foi realizado sob liminar do STJ. E também trata a contratação da "Eleja Online", empresa que conduziu a eleição online, como irregular.



Fonte: ge