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NETVASCO - 20/11/2009 - SEX - 00:50 - Carlos Leite fala sobre a sua relação com o Vasco e Dorival Júnior

Em uma entrevista na qual não foram abordados detalhes e pormenores da parceria que mantém com o Vasco, o empresário Carlos Leite falou acerca da sua ligação com o clube.

LIGAÇÃO COM O VASCO

"Na verdade, vascaíno, sou desde que nasci. Não é porque estou no meio do futebol e convivendo com outros clubes também, que vou esconder isso, até porque, é até motivo de orgulho poder falar que sou vascaíno. Sou mesmo. Sempre fui torcedor, apaixonado por futebol. Convivi sempre com a ida aos estádios, vendo todos os jogos. Fui até a final da Libertadores. Eu sempre estive acompanhando o Vasco muito de perto. Todos que me conhecem sabem disso. A partir do momento em que você entra para trabalhar com o futebol, fica um pouco afastado, porque outros interesses acabam acontecendo. Eu não vou ficar aqui querendo esconder nada. Sou vascaíno, vou ser sempre, independente do clube em que eu estiver naquele momento trabalhando o meu lado profissional. É com orgulho que eu digo isso. Eu sempre tive esse lado vascaíno, sempre fui, participei sempre de todos os jogos, sempre ia aos estádios. É isso que eu tenho para dizer do meu lado vascaíno", disse no programa "Só dá Vasco", veiculado na Rádio Bandeirantes, na última terça-feira (17/11).

PARCERIA COM O VASCO

"Tudo começou nessa gestão do Roberto [Dinamite], por volta lá de setembro, outubro do ano passado. Eu comecei a ter um relacionamento com o professor [Carlos Alberto] Lancetta, que na época era o gerente de futebol, em relação a dois jogadores que estavam com o contrato se encerrando. Um deles era o Mateus, que encerrava o contrato em setembro. O outro era o Souza, que eu também representava, que terminava o contrato dele em fevereiro desse ano. A partir dali, eu comecei a ter uma relação mais próxima. Me apresentei ao clube, mostrei para eles as minhas intenções, qual era a verdade, e no que a gente poderia ajudar. Até que veio, infelizmente, a queda para a segunda divisão. Ali, eu pude constatar que faltava realmente um pouquinho de conhecimento, de vivência com o clube. Foi importante essa visão, poder ajudar um pouco naquele momento. Quando houve a queda, a gente sentou, conversou. Eu procurei passar um pouquinho do que eu tinha vivido, tanto no Grêmio, em 2005, como no Corinthians, em 2008. Foram dois projetos também vitoriosos, em que eu participei também, principalmente no do Corinthians. Comecei, junto com o professor Lancetta, o [José Hamilton] Mandarino e o próprio Roberto, a mostrar alguns caminhos que seriam importantes. O principal deles seria profissionalizar o departamento do futebol. Não só o futebol, mas o clube como um todo. Mas eu não estou aqui para ficar falando do clube como um tudo. Tenho que falar da parte que eu conheço, que seria o futebol."

INDICAÇÕES DE RODRIGO CAETANO E DORIVAL JÚNIOR

"Indiquei o Rodrigo Caetano por ter acompanhado o trabalho dele durante quatro anos no Grêmio. Foi um trabalho realmente vitorioso. O Grêmio conseguiu voltar à Série A, trabalhar bem as categorias de base do clube, teve jogadores que se valorizaram e, consequentemente, foram vendidos. Isso deu uma tranquilidade para que o clube continuasse a sequência. Eu fiz a indicação do Rodrigo e falei para eles que nós tínhamos que buscar, de imediato, um treinador que viesse a dar tranquilidade para esse projeto, que seria essa volta à Série A, e principalmente que fosse uma pessoa sem os vícios que já estávamos acostumados aqui no Rio de Janeiro, um cara que passasse credibilidade. Tudo começou nesse momento, quando fiz a indicação do Dorival. Graças a Deus, acabou culminando com o nosso retorno à Série A de forma digna, honrosa, porque todo mundo realmente teve uma capacidade de reação muito grande. Não só o futebol, como o clube em um todo, a torcida, que esteve do lado do clube em todos esses momentos. Eu também. Você acaba misturando um pouco o teu trabalho profissional com a tua torcida. Isso deu um gosto realmente especial para essa conquista. Muitos dizem que era obrigação, que seria uma vergonha. Realmente, eu acho que seria obrigação do Vasco retornar, pelo gigante que ele é. Mas não deixa mágoa, não deixa nada, porque foi uma coisa bonita, que a gente precisou, infelizmente, passar. Agora está um clube mais forte e, se Deus quiser, em 2010, com mais vitórias."

LIGAÇÃO COM DORIVAL JÚNIOR

"Eu só represento um treinador no Brasil, que é o Mano Menezes. A situação do Dorival, eu tenho uma relação com ele realmente, hoje, muito forte, boa. Foi um cara que cumpriu tudo aquilo que ele havia prometido que ia fazer nesse trabalho. Quando o procurei, foi por ter indicações de pessoas sobre o trabalho dele e também ter visto o currículo dele. Foram passagens vitoriosas pelos clubes que ele teve, principalmente o Cruzeiro - levou o time para a Libertadores. Quando eu tive essa relação com ele, foi simplesmente a vinda de um treinador para o clube. Eu não tenho representação do Dorival, não trabalho representando ele. Só tenho realmente um treinador que represento, que está na minha carteira, que é o Mano Menezes, do Corinthians."

TER PEDIDO AUMENTO SALARIAL PARA DORIVAL RENOVAR CONTRATO

"Essas notícias são até interessantes, porque como é que uma pessoa pode, da sua própria cabeça, fazer acusações sem ter realmente a prova? Se alguém tem essa prova, que a coloque. Eu tenho relação com a diretoria, com o Dorival, mas até o momento, nada foi conversado em relação à sequência do Dorival no Vasco ou não. Hoje teve uma reunião. Participou o Roberto, o Rodrigo, o Dorival e o Mandarino, para a sequência do Dorival ou não. Isso é uma coisa que cabe exclusivamente ao clube, à direção de futebol, ao presidente tomar essa decisão. Eu não participei em momento algum disso. Se tivesse participado, também falaria, porque não é nenhum problema. Se eu fosse o representante dele, era a minha função sentar e negociar. Mas, nesse momento, não fui. O Dorival conversa diretamente os assuntos dele. Vamos aguardar para que tudo dê certo e ele possa continuar no ano de 2010."

ESPECULAÇÕES

"É interessante, porque é o seguinte. O grande sucesso do futebol do Vasco, no meu entendimento, foi a blindagem que foi feita. Ninguém sabe se vai ser contratado A, B, C, D, se o Dorival fica ou não fica. Isso vai ser uma coisa feita internamente, porque só dessa maneira você consegue ter êxito nas suas negociações. A partir do momento em que você começa a falar que vem fulano, vem beltrano, está contratando aquele ou outro, acaba dando margem para que outros clubes também entrem nessa negociação e acaba atrapalhando. Isso foi uma forma que eu acho que foi o grande sucesso do Vasco nessa montagem da equipe do ano passado. Consequentemente, vai ser também nessa sequência de 2010, que é estar blindado o futebol. Tem que ser dessa forma. Não pode estar passando antes das coisas estarem concretizadas."

AJUDA FINANCEIRA E COM JOGADORES

"Todos os vascaínos me agradecendo por essa ajuda. Não precisa agradecer, porque eu acho que foi uma obrigação minha, como vascaíno, e também não querer ver um clube com a tradição do Vasco passando por aquela situação. Eu me senti na obrigação de fazer isso, até por também ser vascaíno."

TEMPORADA DE 2010

"Em relação ao ano de 2010, com certeza, a gente vai ter muito trabalho. O clube passa por situação muito complicada. Todos sabem desse momento financeiro em que o clube se encontra. Você não consegue fazer futebol se não tiver a parte financeira equilibrada para trazer bons jogadores. Os salários, a cada dia que passa, estão aumentando. Isso é uma realidade no futebol. A concorrência é grande. Há dificuldades, mas, com certeza, nós vamos continuar trabalhando."

"A gente está muito feliz com tudo que aconteceu, com essa campanha. Vamos torcer para que no ano de 2010 a gente consiga ter o mesmo sucesso. Estamos trabalhando para isso. Tem a equipe do futebol, o Rodrigo Caetano já tem tudo mapeado dos jogadores, com certeza. Na hora certa, isso vai ser apresentado. Vamos montar uma equipe para ter vitórias em 2010, se Deus quiser."

"Estamos trabalhando. Vamos montar um time forte e competitivo. Eu tenho certeza disso. Vamos torcer para que a gente tenha o mesmo sucesso que o Corinthians teve no ano de 2009, porque se a gente conseguir a Copa do Brasil e o Campeonato Carioca, eu tenho certeza que a grande torcida vascaína vai estar muto feliz."

TEMPORADA DE 2009

No início do ano, a gente lembra bem que os jogadores estavam chegando e todo mundo rindo do Vasco, do time que estava sendo montado. Não podemos esquecer da campanha que nós fizemos na Copa do Brasil. Independente da Série B, que era obrigação nossa e levamos realmente o título. Mas a nossa campanha na Copa do Brasil, nós saímos invictos."

"A campanha nossa na Série B ficou bem parecida com a do Corinthians no ano passado. O Corinthians também não deu grandes exibições, porque a Série B é muito difícil de ser jogada, muito diferente. Os clubes não entram para jogar. Eles entram para não deixar, no caso, o Vasco jogar. Todo mundo quer aparecer em cima do Vasco. Todo mundo quer jogar porque vai ter repercussão, estar na televisão, nos canais abertos. É muito complicado jogar a Série B. O Corinthians também não deu essa exibição toda no ano passado. Levou a Série B tranquilamente também, como nós levamos, apesar daquela série de empates que o Vasco teve. Depois, foi tranquilo. O Corinthians tinha oito equipes ou nove jogando em São Paulo. Nós tínhamos que sair em todos os jogos para distâncias que acabam desgastando o elenco. Tivemos lesões. O Jéferson foi um jogador que vinha muito bem na equipe titular e acabou se machucando. Não é dar desculpa disso, mas eu acho que o ano foi muito vitorioso pelo Campeonato Carioca que, infelizmente, teve o caso do Jéferson. A Copa do Brasil, nós fomos muito bem. Quando pegamos equipes como o próprio Corinthians, fizemos apresentações muito boas. Isso leva a crer que o ano foi acertado, as escolhas foram acertadas."

CARLOS ALBERTO

"Em relação à situação de saírem jogadores no meio do ano, conseguimos segurar. O Carlos Alberto, todo mundo ficou rindo. 'Como é que faz uma contratação de seis meses?'. Só que as pessoas não sabem o que você está fazendo, qual é a estratégia que você está levando para que isso aconteça. O Carlos Alberto já está garantido um ano e meio no Vasco. Se tudo correr bem, ele vai ficar mais tempo no Vasco. Mas, tudo isso, nós temos que negociar no momento certo. O Carlos Alberto veio para ficar seis meses. Riram. 'Como é que pode? Quando chegar na hora da Série B, ele não vai estar jogando'. Está aí, o Carlos Alberto hoje ídolo da nossa torcida, muito bem. Fico muito feliz, porque no início, o Carlos Alberto não queria vir para disputar a Série B. Eu o convenci e mostrei que era importante para ele também, porque o Vasco, como grande clube que é, ia ser a reconstrução do Vasco com a própria carreira dele. Graças a Deus, deu tudo certo. O Ramon também teve situações para sair, mas honrou aquilo que tinha acordado, de vir para o Vasco e ir até o fim."

ROBERTO DINAMITE

"Se tem uma pessoa que está valendo a pena fazer todo esse trabalho... É um cara que, na minha época de garoto, eu ia para o Maracanã torcer por ele. Hoje, estou tendo um prazer enorme de estar do lado dele, ajudando. Sei que é difícil. São muitas situações complicadas. Mas é um grande prazer estar do lado do Roberto, ajudando ele, porque eu sei que o cara está muito bem intencionado. Se Deus quiser, a gente vai conseguir colocar o Vasco onde ele nunca deveria ter saído."

"A grande sacada do Roberto está sendo ele saber delegar poderes. Como ele mesmo disse, e isso é a maior prova da humildade dele, ele, sozinho, não conseguiria tocar o Vasco. É muito complicado você tocar um clube de futebol, do tamanho do Vasco, sozinho. Você tem 'n' coisas, 'n' situações para serem resolvidas. Acho que o grande sucesso do Roberto está sendo delegar poderes, colocar as pessoas certas, profissionais. É assim que tem que tocar o futebol. O futebol, não dá para ser tocado se não for profissional, hoje em dia. Acho que esse é o grande sucesso. O que eu puder fazer para ajudar o Vasco, vou continuar fazendo."

"Agradecer principalmente ao Roberto, por ter dado a oportunidade de ajudar o Vasco, da forma que foi feito esse ano. Para mim, foi uma coisa excepcional você poder aliar o teu trabalho profissional e o teu lado emocional. Todo mundo fica escondendo que não tem time quando vira profissional, que não pode falar - o próprio jogador. Eu não tenho isso comigo. Eu sou vascaíno, assumo. Não é por isso que eu vou ser desrespeitado nos outros clubes, porque eles sabem da minha idoneidade, da maneira com que eu trabalho, com profissionalismo. É com muito orgulho que eu falo que sou vascaíno e que foi um prazer muito grande, nesse ano de 2009, participar dessa caminhada de volta para a Série A."

Fonte: Blog do ex-VascoExpresso

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