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NETVASCO - 24/05/2009 - DOM - 15:21 - Fábio Fernandes tira dúvidas sobre a campanha 'O Vasco é meu'

Declarações do vice-presidente de marketing do Vasco Fábio Fernandes à Rádio CBN sobre o recém-lançado programa de captação de sócios "O Vasco é meu" (link: http://www.ovascoemeu.com.br):

ADESÃO AO PROGRAMA DE SÓCIOS 'O VASCO É MEU'

"Nós estamos dentro de um projeto, no meio de um projeto. Nós estamos colocando uma média de cinco mil pessoas como sócias do Vasco por dia. Desde que nós lançamos o programa, às três da tarde da quarta-feira, até hoje temos praticamente 15 mil associados. A maioria deles, é interessante falar, a maioria desses associados está optando pelo plano de Sócio-Geral, que é o plano intermediário. Ao contrário até do que a gente imaginou no primeiro momento, que teria uma adesão muito grande à categoria de Sócio-Torcedor, que nós batizamos de Torcedor Vascaíno. O que tem acontecido é surpreendente em todos os sentidos. Não só pelo número de adesões que nós já estamos tendo, mostrando claramente que o caminho na busca por esses 100 mil sócios é um caminho que a torcida do Vasco está dizendo que vai alcançar, como também, a categoria que está sendo escolhida em uma imensa maioria, é uma categoria que tem um custo de adesão maior na entrada e um custo de manutenção maior do que desse Sócio-Torcedor, o que mostra que a torcida do Vasco está imbuída do espírito de recuperar o nosso clube em todos os sentidos. É um clube que mantém o seu nome e a sua marca muito poderosas, razão pela qual a gente consegue fazer um projeto de marketing poderoso, forte e audacioso como esse. Mas, ao mesmo tempo, ela está dando essa contribuição em números muito relevantes."

TEMPO PARA ATINGIR 100 MIL SÓCIOS

"O que eu tenho dito sempre nesse projeto é que essa campanha não é nossa, essa campanha é do torcedor do Vasco. As metas, o número, as hipóteses todas que a gente está lançando, elas vão ser sempre oriundas dessa força que esse torcedor está dando e vai dar para nós. Qualquer exame mais técnico que, naturalmente, por força do meu ofício, eu acabo fazendo, esses exames técnicos são estatísticos, matemáticos. Eles não levam em consideração uma coisa muito acima disso tudo, que é o amor dessas pessoas pelo clube, a vontade de ajudar e de apoiar. Como eu tenho dito, essa campanha, isso é um desafio que nós decidimos impor a nós mesmos, e convidar o torcedor do Vasco a participar desse desafio. Eu tenho dito que essa é uma forma que a gente vai ter de fazer. Através desse gesto, a demonstração do torcedor vai ficar clara e, no final das contas, mostrar para nós qual é efetivamente o tamanho do Vasco. Se a gente conseguir 100 mil sócios, passar desses 100 mil sócios, vai estar dizendo e sinalizando para o mercado, entendendo o negócio do futebol, todos os envolvimentos que ele traz, do ponto de vista de captação de recursos financeiros, de recursos de apoiadores e patrocinadores. Esse sócio, entrando para o Vasco, ele vai dar uma sinalização clara para essas empresas que, naturalmente, quando fazem os seus investimentos em um clube de futebol, querem retorno e sentir que eles estão ao lado de uma marca que é uma marca que tem poder, força, capacidade de mobilização, porque eles usam essa ferramenta como um recurso de mídia. Ele está anunciando a sua marca através do Vasco da Gama, das atividades, das promoções e dos eventos que a gente vai criar para o Vasco da Gama. Quanto mais a gente demonstrar, através desse gesto, que nós somos uma força muito grande, maior será o nosso poder de barganha e de captação de recursos desses anunciantes e patrocinadores. Todas as metas que nós estamos desenvolvendo são metas que estão apoiadas naquilo que... São pesquisas de mercado, relacionamentos que a gente tem com esse torcedor. E está entendendo que esse torcedor está definitivamente imbuído desse espírito de demonstração de um Vasco muito grande e muito maior do que muitos supõem, inclusive. Todas as outras coisas são muito empíricas. A gente vai ficar aqui falando sobre 'Acho que pode em tanto tempo', 'Acho que pode no outro tempo'. Mas é esse torcedor - que duas horas depois que nós inauguramos esse projeto, já estava colocando ali 2.500 torcedores, sócios - que vai dar essa dimensão para nós. Matematicamente, é muito simples a gente falar. Se hoje a gente está colocando 5 mil por dia, em vinte dias nós teremos 100 mil."

INSPIRAÇÃO PARA A ELABORAÇÃO DO PROJETO

"O bom profissionalismo recomenda buscar benchmarks, referências em casos de sucesso, que são realizados não só localmente, como internacionalmente. A gente tentou se debruçar sobre isso, fazendo um exercício de auto-crítica primeiro, entendendo quais são as nossas deficiências, fortalezas, oportunidades, e o quanto que culturalmente, para o Vasco, se encaixariam determinados exemplos que foram inaugurados ou estão sendo desenvolvidos em outros clubes, seja do Brasil ou de fora do Brasil. Mas sempre adequando a uma realidade cultural do Vasco, porque você tem sempre que respeitar. O mesmo projeto que é feito para o Vasco não serve para o Fluminense, o Botafogo, o Coritiba, o Grêmio. São adaptações que você tem que fazer, baseadas em uma série de aspectos, inclusive as oportunidades, muito específicas de mercado, em função de um momento emocional importante desse torcedor vascaíno. Em função dessas coisas, mas tendo um olhar moderno sobre aquilo que está sendo feito de mais moderno no mundo, a gente procurou configurar esse programa. Mas o interessante dele é que ele não é estático. Ele será um programa sempre em evolução."

MELHORIAS

"Duas horas depois do lançamento, a gente percebeu imediatamente que muitos desses consumidores, torcedores pediam para nós algumas modificações no plano. Por exemplo, o Sócio-Geral, que tem chamado uma maior quantidade de pessoas para adesão, e o Sócio-Proprietário, eram dois tipos de associação que não permitiam a esse torcedor, ao adquirir esse plano, fazer uma escolha na hora que ele vai no jogo de futebol, da compra da arquibancada por 50% do valor. Ele estava restrito a 50% da compra de uma cadeira. Muitos torcedores entraram em contato com a gente e disseram 'Eu queria muito fazer um plano, que é um plano até mais caro, porque eu quero ajudar mais o clube. Mas eu gosto de ir na arquibancada. Eu não gosto de ir na cadeira. Se eu for forçado a ir na cadeira, eu vou preferir fazer um plano de valor menor, porque é o único que vai me oferecer a possibilidade de comprar arquibancada'. Imediatamente, a gente modificou esse plano e deu para ele essa oportunidade, chance. Todo Sócio-Geral e Sócio-Proprietário tem agora a alternativa. É uma escolha dele, se ele quer ir de cadeira ou de arquibancada, pagando sempre metade da entrada, como estava especificado. Apenas o Sócio-Torcedor ou o Torcedor Vascaíno é aquele que tem a restrição de poder ir apenas de arquibancada, sem poder fazer a opção de cadeira. Isso e mais uma série de outras coisas estão em andamento, porque fazem parte. A gente precisava fazer o lançamento desse plano, tentando entender no primeiro momento qual era a aptidão, vontade e necessidade que esse consumidor ia trazer para nós. À medida que ele vai andando, a gente vai adaptando ele, no sentido sempre de estar atendendo ele da melhor maneira."

"Eu tenho dito que desde que eu cheguei ao Vasco... Eu cheguei ao Vasco quando eu nasci, na verdade. Mas desde que eu cheguei ao Vasco agora nessa função, eu tenho dito isso, que a gente tem é que se voltar muito para esse torcedor. Ele é a razão por que a gente existe, o respeito a ele, a forma da gente conviver com ele, transformar ele em um cliente nosso, muito mais do que um torcedor. Transformar ele em um consumidor, ser humano e cidadão, uma pessoa que é responsável pela nossa existência, porque a soma dessas individualidades é que faz essa torcida que você está vendo em São Januário mais uma vez, vai ver no Maracanã na quarta-feira, e em todos os jogos que o Vasco vai disputar."

"Agora, para fora, por exemplo, o associado que quer se associar de fora do Rio de Janeiro, para ele, nós estamos desenhando uma série de coisas. Naturalmente que aqueles que já se associaram e que são de fora, terão o mesmo benefício, os mesmos privilégios que a gente vier a fazer. Essa é uma outra questão importante. É você ter o respeito por todos aqueles que já aderiram no primeiro momento. Aquilo que for agregado ao plano vai ser sempre agregado à totalidade dos associados que já entraram, e não como uma forma nova só de promocionar e atrair o novo, discriminando aquele que foi o que de primeira se associou ou teve a sensibilidade. Tudo que a gente vier a fazer... Se a gente for dar camisa de jogador depois de 12 meses que ele estiver pagando... Ele é um morador de Manaus e que quer ajudar o clube, mas o benefício de ir ao jogo com 50% do valor, ou o benefício de frequentar a sede é uma coisa mais distante para ele... Ele vai ter outros benefícios. Isso vai ser incorporado a todos os associados que já fizeram esses planos nesse momento, quando ainda não existiam esses benefícios."

"O que eu quero é ter a chance, como eu disse no lançamento desse assunto. Se o nosso torcedor, amigo vascaíno puder sinalizar de fato para nós que essa meta de 100 mil sócios é uma meta bastante factível e ela acontecerá, ele está dando para mim um aval, e para o homem de marketing das empresas que geram recursos para nós, o aval do tamanho desse clube. Por isso é que eu insisto que esse é um assunto que está na mão dele. No outro dia eu um ouvi uma frase, já transformada em uma frase adaptada ao Vasco. Ela foi falada por um presidente americano importante. Nessa frase, já adaptada para o Vasco, dizia 'Não pergunte o que o Vasco pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo Vasco'. Esse é o momento que a gente tem de fazer alguma coisa pelo Vasco. Os nosso antepassados construíram esse estádio com o seu próprio esforço, o seu próprio dinheiro, as suas próprias mãos, em muitos casos. Eles legaram isso a nós. Nós nos sentamos nas arquibancadas e cadeiras desse estádio. Talvez, muito pouco nós tenhamos feito pelo Vasco depois disso. Talvez, cada um de nós fez muito pouco, a não ser ficar rouco, usar o nosso berro, verter as nossas lágrimas nos momentos de tristeza, sorrir nos momentos de alegria. Mas muito pouco a gente fez, a não ser esse apoio incondicional que a gente tem dado para o Vasco. Acho que é o momento da gente se unir e reconstruir esse estádio, esse nome, essa marca, recolocar o Vasco no caminho do qual ele nunca deveria ter escapado, de um caminho tão bonito e de uma história tão linda, que é a construção da própria social-democracia no Brasil, a construção do não preconceito. São demonstração lindas na história do Vasco, que a gente pode se inspirar. Agora é a nossa vez de fazer, de botar as mãos. Eu só aceitei essa função por isso. Eu tenho tanta coisa para fazer. Eu tenho uma empresa imensa no Estado de São Paulo, distante do Rio de Janeiro. Eu não podia virar as costas para esse momento desse projeto do Vasco. É esse o convite que eu estou fazendo a todos os nossos vascaínos, unidos, que eles estejam com a gente e fazendo o mesmo que os nossos antepassados fizeram por nós."

MANTER OS SÓCIOS MOTIVADOS E PAGANDO EM DIA

"Para isso, tem duas coisas importantes. A primeira, e eu acho que a mais fundamental de todas, é que o nosso produto seja um produto que apaixone o nosso consumidor. O produto maior do Vasco é o seu futebol. São os títulos, as vitórias. Isso é elementar, fundamental. Não há praticamente possibilidade de ter esse tipo de adesão e aderência que a campanha está trazendo para esse consumidor, ou que esse consumidor está trazendo para nós, sem que exista um produto bom. Você não compra duas vezes uma coisa que não é boa, e leva para o seu filho para ele experimentar pela segunda vez, se ele já disse que não gostou. É a mesma coisa. O nosso futebol tem sido muito responsável por esse momento também de animação, esperança e felicidade do torcedor do Vasco. Com esse produto melhorado, e naturalmente que ele vai melhorar, porque uma coisa realimenta a outra... Na medida que a gente tenha mais recursos gerados por esse plano de sócios, que tem um recurso direto que entra, que é a própria mensalidade que ele paga, mas sobretudo, ainda por cima, aquilo que eu disse agora há pouco, que é a dignidade e o aval que essa marca vai ter, a partir da hora que a gente tiver esses números na mão, para poder negociar contratos e acordos melhores para os patrocinadores, também o produto vai ser melhorado, por conta desses recursos que vão ser injetados no clube por todo esse projeto."

"Na outra mão, é claro que existe, como se faz em qualquer negócio de marketing, você tem que fazer pós-venda, fidelização do seu consumidor. Não basta ele fazer a experimentação do teu produto. Ele tem que se manter ali, voltar a comprar, voltar a consumir. Você faz isso de que maneira? Tendo um produto muito bom, que está sempre sendo melhorado. Na outra ponta, você tem que continuar dando para ele benefícios, razões para ele se manter ali dentro. Nós vamos criar uma série de benefícios que vão ser lançados paulatinamente, que vão fazer com que cada vez mais esse associado se sinta duplamente com razão para se manter lá. A primeira, a número um, que é impagável, incomparável, que é a afinidade, a admiração, o amor que ele tem por aquela marca que ele se associou. Mas a segunda, porque ninguém é de ferro também, é isso, que benefícios ele tem. Ele vai poder comprar mais barato itens relacionados ao Vasco, itens relacionados a patrocinadores do Vasco. Vamos fazer acordos com grandes redes, aonde ele pode ter determinadas regalias. Isso faz parte do projeto inteiro. Ele vai sendo lançado à medida que a gente for andando com esse negócio e tendo maior poder de barganha. Ele é totalmente auto-realimentável, o tempo inteiro. Quanto maior ele ficar, porque o torcedor está dizendo que nós somos grandes, maior a nossa barganha para conseguir todos os próprios benefícios que vão voltar para ele, e assim sucessivamente."

Fonte: NETVASCO

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