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NETVASCO - 22/06/2007 - 00:44 - Celso Roth procura entender Conca, que entrou duas vezes em jogo-treino

Foi difícil compreender o que se passou ontem de tarde na cabeça do técnico Celso Roth. A pedido dele, a diretoria marcou um jogo-treino com a Portuguesa da Ilha do Governador para que os jogadores não perdessem o ritmo de jogo, já que com o adiamento do clássico com o Flamengo, o Vasco ficou 13 dias sem jogar. Quando o time entrou em campo, a escalação da equipe surpreendeu a todos. Roth escalou vários jogadores desconhecidos e que até agora não fizeram parte do elenco que disputa o Brasileiro, salvo a presença de Romário, Conca, Martin Garcia, Amaral e Rubens Júnior. Enquanto isso, o restante dos titulares fazia um treino físico na Praia de Ipanema.

Depois do treino de quarta-feira, quando ele mexeu nas duas laterais e no meio-de-campo, a expectativa era ver a nova formação ser testada mesmo tendo como adversário o fraco time da Ilha. O jogo de baixíssimo nível técnico terminou empatado em 1 a 1, com gols de Amaral e Éberson.

Depois de duas derrotas consecutivas e precisando resolver alguns problemas crônicos da equipe, a sensação que ficou é que o treinador deixou escapar uma ótima oportunidade de testar seus principais jogadores e dar ritmo aos seus possíveis substitutos. Entretanto, o técnico gostou do que viu. "Foi importante para observá-los durante 90 minutos. Queria testar jogadores que ainda não tiveram chances de mostrar seu futebol. Sem falar que isso motiva quem ainda não teve chances", disse.

Com vários atletas que ainda não conhece, Roth comandou o atípico jogo-treino. O atacante Martin Garcia por exemplo, foi substituído duas vezes durante a partida. Ele já tinha saído, voltou e, novamente foi sacado.

- Quis voltar a testar o Conca e, por isso, o retirei duas vezes. É algo incomum, mas só acontece em treinamento - disse Celso Roth.

O argentino Conca não chegou a sair duas vezes, mas entrou duas vezes. Já o cabeça-de-área Amaral, autor do único gol do time titular, estava jogando, mesmo já estando fora da partida do dia 30 com o Cruzeiro, pois foi expulso contra o São Paulo e cumprirá suspensão automática. Quando o treinamento acabou, ficou clara a sensação de que o dia foi perdido em São Januário.

Conca teve uma boa atuação no jogo-treino com e foi elogiado pelo técnico.




Fonte: Jornal dos Sports (texto), Lance (texto), VipComm (fotos)

Parece que o treinador do Vasco descobriu a pólvora: montar o time baseado nas características individuais dos jogadores que tem. Mas não é bem isso. O Celso Roth havia pensado em um jeito de jogar para o time e ao longo dos jogos, com a queda recente de rendimento, percebeu que outras individualidades poderiam render melhor. Celso Roth já adiantou que está remontando o time no 3-5-2 e, com isso diz o que espera obter como resultados na equipe:

- “Eu conversei com o Dudar e ele me disse que jogava assim no Vélez e se sentia muito confortável. O mesmo aconteceu com o Júlio Santos no Goiás e no Paysandu. O Jorge Luiz também. Além do que, no 4-4-2, o Thiago Maciel é mais preso à marcação e no 3-5-2, o Wagner Diniz apóia mais. O Guilherme é a mesma coisa, no 3-5-2 ele ficaria mais bem protegido para avançar como gosta”, explicou o técnico.

Celso Roth foi além e, atendendo aos apelos das arquibancadas decidiu procurar entender melhor o apoiador argentino Dario Conca. De acordo com o treinador, o time do Universidad do Chile jogava em função de Conca e o time chileno dava total liberdade para o gringo criar e se movimentar. Isso não quer dizer que o argentino será titular na volta do Vasco ao Campeonato Brasileiro, mas Conca já está sendo visto com novos olhos pelo treinador.

Fonte: Blog Na Marca do Pênalti - Jorge Eduardo




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