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NETVASCO - 05/12/2006 - 22:10 - Coelho: 'A atual diretoria não toma posse em janeiro'

Confira trechos da participação do presidente do Movimento Unido Vascaíno (MUV), José Henrique Coelho, no "Só dá Vasco" (Rádio Bandeirantes) desta terça-feira (05/12):

POSSE EM JANEIRO

"Teremos que chamar o Brasil de outro nome se houver posse. A atual diretoria não toma posse em janeiro."

DIA DA ELEIÇÃO

"Antecipadamente, entramos com uma ação na semana anterior às eleições, pedindo uma regulação e o acompanhamento do processo pelo Tribunal. Foram gerados relatórios por 2 Oficiais de Justiça de Varas diferentes e pelo promotor do Ministério Público. Todos atestaram as irregularidades ocorridas na eleição: listas diferentes do que foi obrigado pelo Tribunal, pessoas votando fora da lista, um completo descontrole."

"No processo que nos deu essa vitória para a coordenação e o controle da eleição, havia cerca de 670 pagantes no balanço do Vasco. Na lista de votantes apresentada à Justiça e questionada, havia 2163 eleitores que deveriam pagar. E na lista do dia, havia mais de 600 acima desses 2163. Uma eleição dessas não passa em nenhum lugar do mundo."

"No mesmo dia, o Vasco preparou uma ata da apuração da eleição contendo as quatro urnas. A urna nº1 funcionou o dia inteiro e era reservada para os votos ditos irregulares. Houve um cruzamento de listas feito pela nossa Chapa e a Justiça entendeu que a situação de sócios que não existiam em 2003 aparecerem em 2006 como sócios anteriores era muito suspeita. Essas pessoas foram obrigadas a votar em separado. 1385 carteiras foram distribuídas pelo clube para as pessoas votarem no atual presidente. Fiquei surpreso que metade das pessoas não compareceram à eleição e achei muito curioso que 172 tenham votado na Chapa 'Por Amor ao Vasco'. Um terceiro sócio prestará depoimento na Delegacia de Defraudações sobre a fraude. Seguramente, mais de 230 pessoas votaram fora da lista, tendo seus nomes anotados à mão."

PÓS-ELEIÇÃO

"No dia seguinte, o Vasco fez carga do processo, ou seja, foi ao Tribunal e retirou o processo para analisá-lo e fazer a sua defesa. O Vasco teve 15 dias de prazo para isso, do dia 14 ao 29/11, e entregou a sua defesa no dia 29. O Vasco se utilizou de outra tática de defesa. A princípio, o clube irá utilizar dois advogados na defesa. Um deles, apesar de ter escritório no Centro do Rio de Janeiro, entregou sua petição em Duque de Caxias. Com isso, ela leverá mais de sete dias para chegar à 20ª Vara Cível, onde se encontra o processo. Essa peça da defesa do Vasco só deverá estar disponível a partir de amanhã ou quinta-feira."

"Paralelamente, o Juiz Milton Delgado Soares, que deu a decisão favorável à nossa Chapa, entrou de férias na última sexta e foi trazido para substituí-lo o Juiz Rodrigo José Meano Brito, que veio das comarcas de Italva e Cardoso Moreira, no Norte Fluminense, por indicação de um notório desembargador. Ontem, no seu primeiro dia de trabalho, ele já declarou que gostaria de logo ter acesso a esse processo e que ninguém tenha acesso ao mesmo fora do trâmite regular que ele queria impor."

"Aguardamos a vinda dos documentos de Duque de Caxias, com posterior avaliação da conclusão do novo Juiz. Isso deverá levar mais uma semana até estar disponível para a nossa Chapa, mas não impede o nosso acompanhamento. E a princípio, não haverá recesso do Judiciário este mês."

ELEIÇÃO SUB JUDICE

"Existe um documento assinado e escrito pelo presidente da Assembléia Geral do Vasco, José Pinto Cabral, dizendo que a eleição se encontra sub judice e que será resolvida no tribunal competente."

O áudio do programa está disponível aqui.

Fonte: NETVASCO




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