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| NETVASCO - 08/10/2006 - 23:43 - Juninho Pernambucano reafirma que pretende voltar ao Vasco As exuberantes atuações do meia Juninho, do Lyon, tanto no Campeonato Francês como na Liga dos Campeões da Europa, reaquecem uma discussão polêmica. Está certo o jogador, de 31 anos, em não mais defender a Seleção Brasileira? Ao pé da letra, Seleção remete aos melhores. E Juninho, pelo que vem apresentando a cada jogo, mostra que, na sua posição, ainda pode ser bastante útil. Porém, o meia acredita que, aos 35 anos, estará velho na Copa da África do Sul, em 2010. Mas há bons exemplos de veteranos que fizeram a diferença em Mundiais. O camaronês Roger Milla, por exemplo, brilhou aos 38 anos, na Copa de 1990, na Itália. Segundo o ex-jogador Mário Sérgio, que conquistou um Mundial Interclubes pelo Grêmio aos 33 anos, o problema de Juninho Pernambucano não será a idade, e sim a motivação. - Condição ele vai ter. Resta saber se estará motivado. Ele se cuida, mas é de um país que revela talentos aos montes. Para o técnico Renê Weber, Juninho não tem que ficar pensando no futuro. - Se ele está bem hoje, deve ser convocado. Não dá para abrir mão de alguém como o Juninho, com experiência internacional, condição física e técnica. Por email, o meia conversou com o JB. Driblou como pôde o assunto, mas não se eximiu de opinar sobre outros. Quando encontra companheiros que estiveram a seu lado na Copa, você conversa sobre os erros que aconteceram na preparação? Acha que poderia ter ajudado mais o Brasil? Não encontrei ninguém além do Fred e do Cris que jogam comigo aqui no Lyon. Além do mais, o que aconteceu na Copa do Mundo me deixou triste. Por isso evito o assunto, mesmo com amigos. Como você está vendo a renovação iniciada por Dunga na seleção? Acho válida. É hora de gente nova ter chance. Precisamos sempre estar renovando, mesmo que para isso bons jogadores tenham que ficar de fora. Acho correto o trabalho do Dunga e espero que dê certo. Torço muito por ele. Fora da seleção por causa da idade, você já pensa em encerrar a carreira? Quero jogar enquanto tiver prazer. Acho que dá para jogar mais uns cinco anos. Seis seria o limite. Ao encerrar seu ciclo na Europa, você voltaria para o Rio de Janeiro ou Pernambuco? Ainda não sei. Para morar, Recife, mas para jogar, acho que, se pintar uma chance, eu poderia retornar ao Rio e defender o Vasco. Mas nem pensei nisso ainda. Apesar de tudo o que ocorreu (Juninho deixou o Vasco brigado com a diretoria), seu coração ainda é cruzmaltino? O Vasco seria a minha primeira opção, mas vai depender de como estará o clube. Acho que, do jeito que anda hoje, seria complicado. Mas, como disse, ainda não pensei nessa hipótese. Tenho contrato aqui por mais três anos e estou muito feliz na França. Qual o segredo do Lyon, que desde a sua chegada não perde o Campeonato Francês? Trabalho sério e foco em campeonatos. Nosso time está sempre querendo mais. Buscamos um título europeu e só chegaremos lá se vencermos a liga local. Além do mais, nosso time é bem entrosado e tem ótimos jogadores. Quais os clubes brasileiros mais respeitados na França? O futebol brasileiro, no geral, é muito respeitado por aqui. Em termos de clubes, poucos são falados. É claro que o São Paulo, atual campeão do mundo, é um dos mais conhecidos. Mas o europeu se preocupa mais com o seu próprio umbigo. Você ainda pensa em jogar no futebol espanhol ou italiano? Hoje penso pouco nisso. Encontrei minha tranqüilidade na França, mas não posso dizer nunca que desta água não beberei. Como você vê o futebol brasileiro atual, que vende promessas depois de poucos jogos realizados pelo clube formador? Acho que evoluímos muito pouco para o potencial que temos. Nosso futebol em campo é forte, mas a mentalidade profissional não entra em vigor fora dele. Somos atrasados, quanto ao que cerca um jogo e um evento. No Brasil, os jogadores salvam o futebol. Isso é triste porque , se fôssemos organizados, estaríamos anos luz à frente de qualquer país. Como você enxergou o escândalo italiano e suas conseqüências? E o futebol brasileiro, o caso da Máfia do Apito repercutiu da mesma forma aí na França? Sim, houve uma repercussão enorme, mas o que aconteceu na Itália foi brabo também. Infelizmente, no Brasil nada ocorreu. Pizza é o nosso prato mesmo, não tem jeito. Aqui, puniram com firmeza os clubes e prenderam as pessoas envolvidas. No Brasil é que nada acontece nunca. Perfil Nascido no Recife em 30 de janeiro de 1975, Antônio Augusto Ribeiro Reis, o Juninho Pernambucano, do Sport seguiu para o Vasco, onde se encheu de títulos. Na Europa desde 2001, comandou o penta francês do Lyon, feito que o levou à Copa da Alemanha. A Seleção, no entanto, não faz mais parte dos planos do meia. Fonte: Jornal do Brasil |
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