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Netvasco - 01/11 - 09:29 - Martinho da Vila fala de Vasco e de Seleção

Paixões nacionais, futebol e música sempre caminharam juntos. Quase todo craque aprecia pagode - não há sambista que não goste de bola. Com 66 anos de idade, 33 de estrada e 27 discos na praça, o escritor, poeta e diretor de escola de samba Martinho da Vila é um ícone da MPB, mas também joga um bolão quando o assunto é o esporte mais popular do mundo.

Nesta entrevista ao Pelé.Net, ele não esconde a sua paixão pelo Vasco da Gama, conta um pouco do que pensa sobre o futebol brasileiro e dá palpites originais, bem no estilo descontraído que o caracteriza.

Qual a relação que você faz entre futebol e samba?

São paixões da maioria dos brasileiros. O futebol congrega um número enorme de fãs e o samba também. Todos no Rio, por exemplo, possuem a sua escola de samba de coração e mesmo quem não é ligado a nenhuma escola tem simpatia por uma ou por outra.

Como você analisa o atual momento do futebol brasileiro?

O futebol está globalizado, o que é mau negócio. Globalizar e a mesma coisa que padronizar. Todos jogam com o mesmo estilo, aquele futebol força, feio, que desagrada aos mais saudosistas.

Então o futebol praticado hoje em dia no Brasil, nos clubes e na Seleção, não serve de inspiração para alguma nova composição?

Não, pois no duro o futebol virou um jogo no qual a sorte é o aspecto principal. A diferença entre melhores e piores é mínima.

O que fazer para melhorar esta situação, revivendo o tempo em que a Seleção Brasileira seduzia multidões e encantava o mundo?

A Seleção deveria jogar a seu jeito, mas não dá porque o problema começa nos clubes, que atuam exatamente da mesma forma. Se tivéssemos uma Seleção permanente, seria possível treinar o tempo inteiro de maneira particular. A CBF contrataria 22 jogadores e possibilitaria a criação de uma maneira brasileira de praticar o futebol.

Mas a CBF teria dinheiro para pagar os salários das principais estrelas, como Ronaldo, Rivaldo e Roberto Carlos?

Não precisa ter estrela, pois os 22 jogadores iriam brilhar. Nada de figurões, mesmo porque um time só de estrelas não ganha nada. Hoje em dia, os destaques no futebol são os que possuem mais sorte.

Mesmo considerando a sorte determinante para o sucesso de um jogador atualmente, quem é o maior craques do futebol brasileiro?

É o Romário, sem dúvida.

Romário teria uma vaga na Seleção? Ele sonha com a Copa de 2002...

De jeito nenhum, pois ele tem privilégios e isto não pode existir. Além do mais, seriam 22 jogadores bem mais jovens que o Romário. O espírito é exatamente este, começar uma nova etapa.

Quais são as músicas que falam de futebol que mais te agradam?

Tem uma que se não me engano é do Jackson do Pandeiro, que é "esse jogo não é 1 x 1" (Os Paralamas do Sucesso também gravaram esta música). Outra é aquela ... 90 milhões em ação, pra frente Brasil... que embalava a Seleção de 70.

Você costuma fazer shows no exterior. As pessoas em outros países procuram para conversar sobre futebol ou só querem saber de música?

A imagem do Brasil está muito ligada ao futebol e acabe sendo inevitável. Mas o assunto só é mais comentado em época de Copa do Mundo ou quando o país onde estou está numa véspera de decisão.

Você sempre deixou claro a sua paixão pelo Vasco. O clube de São Januário é bem representado na MPB e no mundo do samba?

Muito bem. É o time de muita gente boa, como Paulinho da Viola, Jamelão, Roberto e Erasmo Carlos, Nei Lopes, Dicró, Fernandinha Abreu, Celso Blues Boy e muitos outros.

O Vasco ainda se classifica para a próxima fase do Brasileiro?

O Vasco também está nessa do futebol-sorte, igual para todo mundo. Pode se dar bem ou não, depende do destino.

O Vasco já foi homenageado em suas composições?

Eu gravei três músicas, que foram Calango Vascaíno e Vasco da Gama, que está no LP Lusofonia. Além de outra música, há muito tempo (o artista não se lembra do nome).

Qual o melhor time do Vasco que você já viu jogar?

Foi certamente o Expresso da Vitória, nas décadas de 40 e 50. O time era esse: Barbosa; Augusto e Rafanelli; Ely, Danilo e Jorge; Friaça, Maneca, Ademir Menezes, Ipojucan e Chico.

E a melhor Seleção Brasileira da história?

Foi a de 1970. E falando nisso, um abraço para o Pelé.

Fonte: Pelé.net




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