Romário é o maior artilheiro
do Vasco num só ano. E vence duelo com Tuta
(Foto: Nelson Almeida)
No confronto entre os artilheiros, Romário reinou
soberanamente sobre Tuta. Ele marcou três gols,
um
deles o da vitória. E num momento em que a disputa
de
pênaltis parecia inevitável. Antes da partida,
Romário já
dava sinais de que a sorte estava do seu lado: ele
venceu no cara-ou-coroa e inverteu o lado do campo das
equipes, para atuar o primeiro tempo com o apoio da
torcida do Vasco.
Mas a tática do vascaíno não deu certo
e ele só deixou
sua marca quando esteve longe de sua torcida. No
entanto, mesmo com o time atacando pouco na
primeira etapa, Romário foi perigoso, criando a
primeira
grande chance do Vasco. Isolado na frente, o artilheiro
da Mercosul voltou para buscar jogo e acertou belo
chute, aos 27 minutos. Assim como no jogo passado,
Sérgio conseguiu barrá-lo, defendendo.
Se o Baixinho pouco apareceu no início, Tuta não
decepcionou. Mesmo tendo ficado 17 dias sem treinar,
ele mostrou disposição. Aos 15 minutos,
conseguiu sua
primeira chance: um chute defendido por Helton. Aos
31, perdeu outra. Depois de uma falha de Clebson, o
atacante, totalmente desmarcado, recebeu a bola. Mas
demorou a chutar e foi travado por Odvan.
Seis minutos depois, o palmeirense participou de seu
primeiro lance decisivo na partida: ele recebeu passe
de
Magrão, entrou na área e chutou. No rebote,
o mesmo
Magrão, de cabeça, fez o segundo gol palmeirense.
Mas o golpe de Golias ainda estava por vir. E não
demorou. No último minuto do primeiro tempo, Tuta
recebeu de Juninho e, da entrada da área, não
perdoou.
Craque é craque e Romário, o Davi, ressuscitou
no
segundo tempo. Depois de uma jogada de Juninho
Paulista, Viola deixou a bola passar para o Baixinho,
que chutou de primeira. Sérgio foi seu algoz mais
uma
vez. Mas dois pênaltis seriam suficientes para o
Baixinho incendiar a partida, animar o Vasco. No
terceiro, ele furou. Mas a bola sobrou para Juninho
Paulista marcar.
Aos 47 do segundo tempo, sua estrela brilhou: Romário
fez o seu terceiro no jogo, o do título, e chegou
aos 64
marcados em 2000. Com a marca, superou Roberto
Dinamite, tornando-se o maior goleador vascaíno
numa
só temporada.